• Postado por Tiago

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Júlio Pacheco, todo concentrado dipé, é assistente-técnico da Arkansas Tech

A pequena cidade de Russellville, no estado de Arkansas, sudeste dos Estados Unidos, tá em festa. Motivo de orgulho pra população local, de quase 28 mil habitantes, a universidade Arkansas Tech, através dos times de basquete masculino e feminino, é atração no país. Com 14 vitórias em 14 jogos na temporada 2009/2010, ambos os times bateram o recorde de vitórias seguidas da própria universidade, que já durava 57 anos. O antigo recorde era de 12 vitórias. Um dos responsáveis por isso é o peixeiro Júlio Pacheco Filho, assistente-técnico das minas do Arkansas.

Nos Isteitis desde 2007, quando começou como estagiário na equipe, o ruivo Júlio se firmou por lá e agora é o assistente principal do técnico Dave Wilbers. ?Por aqui está tudo indo de vento em popa, estamos sem nenhuma derrota. Não poderíamos estar em melhor condição?, diz ele, que também ajudou a equipe a igualar outro recorde. Com esse grande começo de temporada, as Golden Suns, apelido do time feminino, iguala a campanha da universidade na temporada 1979/1980, quando acabou conquistando o título pela primeira vez na história.

Com as 14 vitórias consecutivas, a campanha faz os times dos dois naipes serem os únicos invictos dos Estados Unidos nas duas divisões da NCAA, a associação atlética universitária americana, que tem mais de 600 universidades. ?No momento estamos trabalhando firme para levar a equipe à disputa dos playoffs e quem sabe ao titulo nacional?, fala o confiante Júlio.

Mais brazucas

Não é só o aspirante a técnico que leva as cores do Brasil na universidade americana. Além de Júlio, as jogadoras paulistas Natália Santos e Taise da Silva e a paranaense Samanta Ludwig também fazem parte do elenco do Arkansas Tech. A destaque é a ala Natália. ?Ela é titular absoluta, com média de 15 pontos e 10 rebotes por jogo?, conta Júlio. Nada mal pra elas, já que a universidade conta com 7500 alunos, baita vidrados nos jogos. Pra tentar a 15ª vitória no campeonato e aumentar o recorde, as brasileiras entram em quadra amanhã, quando recebem a universidade Henderson State, no ginásio Tucker Coliseum.

Cesta cagada

Ex-técnico das categorias de base de Itajaí e Balneário Camboriú, Júlio já tem história nos Isteitis. A mais incrível rolou bem antes do sucesso que faz agora. Na sua primeira ida à Terra do Tio Sam, em 2002, Júlio, como fã da NBA (liga profissional norte-americana), assistia a um jogo quando foi chamado pra tentar uma cesta do meio da quadra. Resultado? Cesta e 60 bilhetes pra concorrer a um milhão de dólares na loteria como prêmio. De aniversário ontem, como o DIARINHO, Júlio, agora com 30 anos, quer mais. ?Já renovei pro ano que vem. Tenho o desejo de voos mais altos, vontade de ser técnico principal, talvez numa universidade maior?, finaliza.

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