• Postado por Tiago

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Família itajaiense tá hospedada en Cuzco

O contador peixeiro, Mauro Fornazari ainda não sabe quando vai poder voltar com sua esposa e seus dois filhos pro Brasil. A família ficou ilhada em Águas Calientes, no Peru, por cinco dias ? de domingo até a última quinta-feira ?, quando fazia a trilha inca que leva a Machu Picchu, o sítio arqueológico mais famoso da América Latina. Eles buscam alternativas pra poder sair do território peruano, mas o problema é que tem muita gente com o mesmo perrengue e poucos voos pra galera vazar da região.

A reportagem do DIARINHO conversou por telefone com Mauro, que já conseguiu sair de Águas Calientes e agora espera com a família uma forma de saltar fora de Cuzco ? outra cidade peruana ? e retornar pra casa. ?Estamos bem agora em Cuzco. Conseguimos hotel, nos alimentamos, agora é conseguir sair daqui.?, diz.

Mas a situação não é tão simples assim. O contador falou que não existem lugares nos aviões que fazem os voos pro Brasil antes do dia 3 de fevereiro. ?Estamos com problemas sérios, falta assistência da embaixada brasileira. Não existe voo, mas estamos estudando a possibilidade de fazer uma rota alternativa pela Bolívia?, diz o contador.

A rota seria feita de ônibus e de trem. Eles sairiam de ônibus de Cuzco, viajariam oito horas até Puno, ainda no Peru, depois passariam por Copacabana, na Bolívia, até chegar à capital boliviana, La Paz. A partir daí, a família pegaria o famoso e perigoso trem da morte até Santa Cruz de La Sierra, onde conseguiriam um voo pra retornar ao Brasil.

Mauro falou que essa rota também tá complicada. ?Tem muita gente querendo o mesmo que nós, além do tráfego e das estradas não estarem em boas condições?, completa. Caso eles decidam não fazer o caminho alternativo via Bolívia, os peixeiros devem pegar um avião no dia 3 até a capital peruana, pra depois embarcar rumo às terras tupiniquins.

Perrengue em vão

A família não conseguiu chegar a Machu Picchu, que era o principal destino da viagem. Águas Calientes é uma cidade onde fica a estação de chegada do trem que leva ao sítio arqueológico. Eles desceram na cidade e chegaram a avistar a trilha para a antiga cidade dos Incas, mas ficaram ilhados antes de começarem a caminhada. ?Não chegamos a Machu Picchu, apenas avistamos a trilha?, conta Mauro.

Ele falou que, no primeiro dia em Águas Calientes, passaram um perrengue danado. ?Foi muito assustador, começou a chover muito forte. Conseguimos abrigo na casa de uma garçonete, tomamos um banho, mas as condições eram precárias?, desabafa. O chefe da família Fornazari também relatou que as autoridades locais não conseguiram ajudar o povão que passou pelo aperto. ?Faltou organização e um plano de contingência das autoridades para esvaziar o local. Eles estavam perdidos?, lembra.

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