• Postado por Tiago

O pior é que tem placa da Fatma autorizando o desmatamento

O topo do morro ao lado do hotel Mirante do Bosque, no centro de Penha, tá igual à cabeça do ex-governador Esperidião Amin: carequinha, carequinha. A denúncia foi feita pelo leitor Paulo Moreira Filho, diretor da Associação de Defesa dos Contribuintes (ADC) e confirmada ontem pelo DIARINHO. O pior da história é que o desmatamento teria licença da fundação estadual do Meio Ambiente (Fatma). ?Ali é mata atlântica. Com que base esse órgão emitiu a autorização??, questiona Paulo.

O leitor descobriu a sacanagem no domingo. Ele passava pela rua Possidônio da Silva Marçal e viu uma estrada aberta no meio da mata. Achou aquilo esquisito e resolveu seguir o caminho. Deu de cara com o topo do morro desbastado. Paulo se assustou mais ainda ao ver um banner com a inscrição ?Obra de revitalização da rua de acesso à praia do Bananal?. A praia do Bananal é uma pequena faixa de areia que existe no costão da praia Alegre. ?Geograficamente, o mar está bem distante dali e, além disso, a depredação foi em todo o morro?, diz o leitor. Além disso, ressalta Paulo, não era apenas a estrada que foi feita no local. Uma grande clareira no alto do morro foi aberta.

Pra maior espanto de Paulo, o banner ainda informava que a Fatma autorizou o desmatamento. Ele acredita que tudo não passa de historinha pra se construir algum empreendimento de grande porte no local.

O DIARINHO foi ontem ao local indicado pelo leitor. A denúncia de Paulo foi confirmada. Além da estrada aberta, parte do topo do morro estava pelada. Um empresário que tem propriedade próxima ao morro disse ao DIARINHO que chegaram a explodir rochas no local. Há pedregulhos espalhados por boa parte da região, o que confirma a denúncia do vizinho.

A faixa indicada por Paulo foi encontrada pelo DIARINHO toda enrolada nos galhos do alto de uma árvore. Era possível apenas ler as palavras ?licença ambiental nº?

Todo mundo tirou da reta

Alessandro Rubens Silva, o Sandro, secretário de Obras da Penha, disse não ter informações precisas sobre o caso e que também desconhecia quem era o proprietário. Pediu que o DIARINHO ligasse meia hora depois, que repassaria todas as informações. A reportagem ligou pelo menos cinco vezes para os três telefones do secretário e Sandro não atendeu.

No escritório da Fatma de Itajaí os técnicos disseram que somente poderiam dar informações sobre o caso se lhes fosse fornecido o número da licença ambiental que consta da placa instalada no local do desmatamento.

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