• Postado por Tiago

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O pequeno V. ficou mais de uma hora esperando, até que a família conseguisse dinheiro para o atendimento

O hospital Pequeno Anjo, de Itajaí, deixou a desejar pra família da secretária Gilmara Maria Sagaz, 28 anos. O primo de Gilmara, o pequerrucho V.B.P., de apenas dois aninhos, bateu com a cabeça na noite do último domingo e só foi atendido mais de uma hora depois, quando os parentes já tinham pago R$ 120 pela consulta e R$ 60 pelo exame de raio-X da cachola da criança. ?A gente teve que pagar, senão ele ia ficar lá. Tinha 12 crianças na frente?, conta Gilmara.

O pimpolho tava aproveitando sua festa de niver quando caiu de uma rampa e bateu com a parte lateral da cabeça. A mãe dele primeiro passou na policlínica do bairro São Vicente porque imaginou que o hospital das crianças estaria abarrotado. Como o caso foi considerado grave, do São Viça transferiram o pimpolho pro Pequeno Anjo, afirmando que o pequeno V. teria prioridade no atendimento.

Ao chegarem no hospital infantil, um enfermeiro somente perguntou se o menino tinha vomitado. Como isso não havia acontecido, o enfermeiro teria dito que a criança poderia esperar pelo atendimento e o deixou no final da fila. ?A gente demorou pra acordar ele, a cabeça tava inchada. E o enfermeiro ainda pediu pra aguardar?, revolta-se a prima da criança.

Só depois que um parente da criança pagou pela consulta, no valor de R$ 120, é que o menino foi atendido na hora. Já havia se passado mais de uma hora de angústia e sofrimento até que o menino recebesse o socorro.

Outro problema rolou na hora de fazer o raio-X. O hospital também se negou a fazer o exame pelo plano Prever. ?Foram mais 60 reais?, bufa Gilmara.

Família quis pagar, diz pessoal do hospital

A direção do hospital Pequeno Anjo, que pertence à Univali, falou através da assessoria de imprensa da universidade. O hospital garantiu que em nenhum momento negou atendimento ao pequeno V., mas por causa da grande procura por médicos, o tempo de espera aumentou.

O pagamento pela consulta através de convênio, afirmou a direção do Pequeno Anjo, teria sido uma opção da família da criança pra agilizar o atendimento.

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