• Postado por Tiago

O dia de ontem foi marcado por um festerê danado em Balneário Camboriú. Na metade da tarde, 45 casais disseram um sim coletivo e se amarraram pra sempre no casamento realizado no complexo Cristo Luz. A festança dos pombinhos apaixonados custou a bagatela de R$ 37 mil pros cofres públicos. Embora em casamento a tradição seja a noiva chegar atrasada, desta vez quem tratou de demorar foi o prefeito Edson Periquito. “São muitos eventos seguidos pro aniversário do município que quase não dou conta. Mas que bom que deu um dia lindo de sol e deu tudo certo. Balneário merece e temos muito que comemorar os 45 anos da cidade”, justificou-se o prefeito.

Quem passou no Cristo Luz na tarde de ontem só via noiva nervosa andando de um lado pro outro, parentada com o cabelo engomado e vestidos chicosos e muita flor pra tudo quanto é lado. Entre os casais, estavam quietinhos num canto a empregada doméstica Dalila Gomes Pacheco, 62 anos, e o administrador de condomínio Francisco Pinheiro, 56. O casal era o mais velho na fila de ontem. Juntos há 30 anos, os dois já têm dois filhos crescidos, mas não desistiram de sijuntar em matrimônio. “Nunca é tarde para sermos felizes”, contou dona Dalila. Seu filhote, o vigilante Fernando Gomes Pinheiro, 25, tirou o dia de folga pra presenciar o dia especial de seus pais. “São poucos que puderam participar do casamento do seus pais e eu posso dizer que participei do casamento deles”, disse orgulhoso.

Quem também entrou no grande sim foi o encanador Valmir Tomas de Santiago, 22, e a recepcionista Isabel Cristina Sampaio de Santiago, 23, que ficou toda emocionada ao dizer o nome completo, incluindo o sobrenome do esposo. “Era pra nós termos nos casado ano passado, mas não deu por causa da papelada do casamento que não ficou pronta a tempo”, conta.

Festança custou quase R$ 40 mil

Toda a alegria dos 45 pombinhos custou uma nota preta pros cofres públicos. Pelas informações repassadas pelo secretário de desenvolvimento e inclusão social, Luiz Maraschin, a prefa pagou R$ 37 mil pra bancar o festerê. Explica que a grana foi investida nos comes e bebes, decoração e nos cabeleireiros e manicures, que deixaram as noivas bonitonas.

Foi bancado até o aluguel da roupicha dos noivos e o transporte que pegou os casais e os convidados no pé do morro e levou até o Cristo Luz. Pro aluguel dos trajes foi até aberta uma licitação e escolhida a loja que liberou as roupas pomposas.

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