• Postado por Tiago

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Periquito alega que projeto do vereador gera custos pra prefa

O prefeito da Maravilha do Atlântico, Edson Periquito (PMDB), não quer saber do povão bisbilhotando os gastos da prefa. Ele lascou um não bem grande ao projeto, aprovado pela câmara, que o obrigava a divulgar em até cinco dias úteis todos os processos licitatórios, compras e até pesquisas de preços que rolarem em sua administração. O homem-pássaro diz que a proposta é inconstitucional porque traz gastos pro governo. O dono da ideia, vereador Fabrício de Oliveira (PSDB), promete que vai derrubar o veto na casa do povo.

O canetaço de Periquito chegou às mãos dos edis na noite de quinta-feira. No papéli, o prefeito carca que a responsa administrativa é só do executivo e os vereadores não podem arrumar mais despesas pros cofrinhos da prefa. Ele completa garantindo que seria preciso reestruturar boa parte do departamento de processamento de dados e abrir concurso público pra contratar barnabés que dessem conta do trampo sugerido no projeto. ?A execução do projeto de lei demandará vários servidores qualificados e com dedicação exclusiva pra tal fim?, alega.

Mas Fabrício não gostou nadica das desculpas do prefeito-ave. ?Qual o motivo de não aprovar um projeto que dá a todo cidadão acesso aos gastos do governo??, cutuca. O vereador diz ter certeza de que seus coleguinhas derrubarão o veto na câmara e acha que o beicinho de Periquito vai acabar pegando mal. ?Ele deu um tiro no pé. Não vamos aceitar manifestações políticas como essa que o prefeito tá fazendo. Vamos derrubar o veto pra garantir a transparência?, carcou.

Aprovado com falatório

O projeto foi aprovado por unanimidade na câmara há um mês, mas não sem antes provocar alguns arranca-rabos entre a turminha da oposição e a bancada governista. A proposta inicial era que Periquito tivesse três dias pra botar os dados na internet, mas os vereadores Roberto Souza Junior (PMDB) e Marcos Kurtz (PMDB), do bloco do homem-pássaro, bolaram uma emenda pra estender o prazo pra um mês.

O pessoal da oposição não gostou da mudança e derrubou a tal emenda. O clima esquentou e os edis se reuniram a portas fechadas pra fechar o pau. Quando finalmente voltaram ao plenário com um acordo em mãos, o vereador Asinil Medeiros (PR) pediu vistas ao projeto e foi vítima da ira da tucanada, que mandou-lhe um sonoro não. O projeto voltou pro plenário e acabou aprovado por todos os edis.

Com o veto de Periquito, a proposta vai pintar novamente na câmara. Os vereadores terão que decidir entre mantê-lo ou fazer o prefeito engolir a seco a nova lei. Vai sobrar farpa pra todo lado.

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