• Postado por Tiago

Periquito diz que oposição ainda tem que se confirmar com a derrota nas urnas

Administrar Balneário Camboriú é fácil? É uma cidade com um bom nível de desenvolvimento social, destino de milhões de turistas durante o ano inteiro, um orçamento de quase R$1 milhão por dia. Uma baba? Para o prefeito Edson Periquito (PMDB) a cidade é um baita pepino, mas nem por isso ele pensa em largar a administração pública. O peemedebista fecha a série de entrevistas Retrospectiva 2009, que conversou com os prefeitos das quatro maiores cidades da região.

DIARINHO – Como o senhor avalia este primeiro ano de governo?

Periquito – Foi um ano de muitos desafios, os mais diversos. O que nos coube foi, com maturidade, buscar a superação de tudo que nos foi apresentado, e conseguimos chegar da maneira que chegamos. O ano foi positivo por tudo que vencemos, tanto os obstáculos políticos e eleitorais, quanto os administrativos. Administrar uma cidade como Balneário exige muita dedicação, ainda mais com um governo, uma equipe nova, pegando uma cidade que foi administrada por 20 anos por um grupo adversário, sabendo que este grupo estava enraizado dentro da administração, e que trabalhou para desconstruir, e isso acaba gerando certa dificuldade. Nós entendemos que era melhor, ao invés de reagirmos com violência, nós reagimos concedendo o respeito às pessoas, e começamos a acertar as questões internas. Hoje o clima é muito bom, diferente do clima que havia durante o julgamento do processo eleitoral. Nesta época, nosso adversário se aproveitou e implantou um sistema que tentou desestabilizar o servidor público, e isto atrapalhou muito, até sermos inocentados no processo. Estou extremamente feliz, e sei que agora vamos entrar numa escala de crescimento.

DIARINHO – Quais foram as principais obras realizadas neste ano?

Periquito – Conseguimos reativar a Base de Segurança do Estaleiro, integrando as polícias civil, militar e os agentes da secretaria de segurança pública, que estão trabalhando de forma harmônica. Além disso, inauguramos a iluminação da BR-101, a Caixa Econômica já tinha até cortado os recursos para esta obra, porque ele não tinha nem placa do Governo Federal ao longo da rodovia, tivemos que ir a Brasília para resolver o problema. Finalizamos também as galerias de drenagem da Quinta avenida, atrasou a obra, pois mudamos o dimensionamento dos canos, fazendo a obra ganhando em qualidade, e entregamos o primeiro trecho do Binário da avenida do Estado, não o entregamos na sua totalidade porque ainda falta a drenagem da rua México, que é insuficiente, e que deve ser concluída no começo do ano que vem. O Pronto Atendimento da Barra, que será o primeiro PA 24 horas da história do município.

DIARINHO – E como ficará o Hospital Ruth Cardoso?

Periquito – Depois que a comissão mista da Câmara de Vereadores nos enviou o relatório, eu enviei o projeto de lei de acordo com o que estava no relatório, e agora estou esperando a aprovação ou rejeição da matéria para me posicionar. Espero que os vereadores de oposição deixem de defender o estado de Santa Catarina e passem a defender o município, porque o vereador é municipal e não estadual. Como o vice-governador (Leonel Pavan) e o secretário de saúde (Dado Cherem) são do mesmo grupo político deles, eles ficam defendendo que o Estado não repasse recursos para Balneário. Eu já havia dito que o Ruth Cardoso não poderia ser aberto na mesma modalidade que o hospital Santa Inês. Ele precisa de repasses da União, que já o faz através do SUS, do município, que fará um repasse mensal, e agora precisamos que o estado assuma a sua responsabilidade. No Santa Inês, 50% dos atendimentos são feitos para munícipes de outras cidades, e porque nós temos que pagar a conta sozinhos? A oposição tenta fazer picuinha política para jogar a opinião pública contra o prefeito. Quem mandou eles abrirem um hospital inacabado para tentar ganhar votos através de um factóide, de uma mentira? Eles que tirem o ódio e o rancor do coração, que se conformem que perderam as eleições em 2008, e que passem a ajudar a comunidade de Balneário Camboriú.

DIARINHO – O senhor acredita que ter a minoria na Câmara de Vereadores prejudicou a sua governabilidade?

Periquito – Eu quero dar liberdade à câmara de vereadores para trabalhar, então não vou questionar alguns fatos, mas quando a conversa é levada para o lado pessoal, atrapalha sim. Atrapalha quando um vereador vai até um departamento da prefeitura e diz para os servidores não trabalharem para não ajudar o governo, e isso acontece muito. Eles ficam ligando e vindo pessoalmente para isso. Quem acaba perdendo é a cidade, se o servidor público não corresponder com seu trabalho, não dá para fazer nada. Graças a Deus, a maioria deles hoje está nos ajudando.

DIARINHO – Qual foi a maior dificuldade deste primeiro ano?

Periquito – Administração pública é alcançar entendimento para elaborar estratégias para superar os desafios, e estes desafios aparecem todos os dias. Não tenho muitas a destacar, exceto o processo eleitoral, quando fui chamado de bandido sem ser, fui condenado por antecipação, houve uma conspiração muito grande contra o meu trabalho, contra o meu governo. Nós perdemos muito nesta fase do processo. Os outros desafios são comuns, e estamos enfrentando e prosperando.

DIARINHO – O senhor já planeja seu futuro político? Já pensa em reeleição, ou quem sabe, numa volta ao legislativo estadual?

Periquito – Eu hoje não penso mais em mim, penso apenas na cidade, esta é a minha bandeira. Quero transformar positivamente Balneário Camboriú, e o meu futuro político a Deus pertence. Não penso em galgar novos postos, não penso em reeleição, não penso em permanecer na política. Isso pode ser uma conseqüência do meu trabalho, não estou dizendo que não quero mais, mas não penso nisso hoje.

DIARINHO – Se o senhor tivesse que dar uma nota para si mesmo neste primeiro ano, que nota seria?

Periquito – A minha nota é externada pelas pessoas que moram na cidade. Se eu colocar uma nota, posso estar me equivocando, minha nota é a avaliação da comunidade, e me permito comparar este meu.

“Eles que tirem o ódio e o rancor do coração, que se conformem que perderam as eleições em 2008, e que passem a ajudar a comunidade de Balneário Camboriú”

“Não penso em reeleição, não penso em permanecer na política. Isso pode ser uma conseqüência do meu trabalho, não estou dizendo que não quero mais, mas não penso nisso hoje”

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