• Postado por Tiago

Dois canetaços da dona justa livraram ontem o prefeito de Balneário Camboriú, Edson Periquito (PMDB), da ameaça de cassação que assombrava seu mandato. O juiz eleitoral Roque Cerutti considerou improcedentes as ações que foram movidas contra o homem-pássaro pelo Ministério Público, por conta de uma doação fantasma de R$ 200 mil. A notícia foi recebida com auê na prefa, mas o MP já avisou que vai recorrer da decisão.

Os processos julgados ontem foram uma ação de investigação judicial eleitoral e um pedincho de impugnação do mandato de Periquito e o vice-prefeito, Cláudio Dalvesco (PSB), caneteados pela promotora Cláudia Mara Nolli. A dotôra pediu o poleiro da dupla depois que pipocaram denúncias de que, na reta final da campanha, em outubro do ano passado, eles tinham ganhado R$ 200 mil de um doador fantasma.

A grana foi depositada na agência do Besc do Balneário por uma pessoa que se apresentou como Waldemar Luiz Correa. O problema é que se descobriu que o cara não existia.

O bafafá foi tão grande que a dona justa eleitoral, na época sob o comando da juíza Marisa Cardoso de Medeiros, rejeitou as contas da campanha do prefeito-ave e rolaram boatos de que ele não seria diplomado. O caso foi parar nas mãos da polícia Federal, que concluiu as investigações sobre a assombração no mês de julho e não conseguiu achar nem sinal do tal Waldemar.

Mesmo assim, ontem, o magistrado que

caneteou a sentença nas duas ações, achou que as acusações não eram suficientes pra que o prefeito fosse cassado. “O juiz considerou que houve problemas, que a procedência do dinheiro não foi comprovada, mas não ficou provado que o comitê de campanha tivesse alguma ligação com esse doador”, contou o advogado Ciro Amâncio, que defendeu o vice-prefeito e teve acesso à sentença, que durante a tarde de ontem ainda era mantida em segredo pelo cartório eleitoral.

O advogado disse ainda que, em seu canetaço, dotô Roque carcou que não ficou provado que a grana alta tenha desequilibrado a disputa entre periquitos e tucanos pela prefa. “Não teve potencialidade”, afirmou.

Assim que souberam que o homem-pássaro tinha se livrado do encosto, abobrões e barnabés da prefa, que tavam se pelando de medo da cassação, fizeram fila pra abraçar o prefeito. “Eu não aguentava mais, era muita pressão. Tinha certeza de que não cometi nenhum erro, nunca comprei um voto”, disse Periquito, todo choroso.

Mas, se depender do MP, a alegria do prefeito-ave pode não durar muito. Ontem à tarde, a promotora Cláudia Mara Nolli ainda não tinha recebido as sentenças do juiz e por isso não quis se manifestar. Mas sua assessoria adiantou que ela vai recorrer da decisão.

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