• Postado por Tiago

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Presidente do Sitrapesca enviou denúncias pra Deus e o mundo

Cinco pescadores que vieram do Maranhão pra trampar num barco da Akira Comércio, Importação e Exportação de Pescados, nos Cordeiros, em Itajaí, tão acusando a empresa de maus tratos e assédio moral. Ontem, o presidente do sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Pesca de Santa Catarina (Sitrapesca), Manoel Xavier de Maria, o Manequinha, entrou com uma representação no Ministério do Trabalho, no Ministério Público e na capitania dos Portos contra a empresa.

Sérgio Domingos Alves, de 40 anos, diz que ele mais quatro colegas foram os que restaram de um grupo de 20 pescadores vindos do Maranhão pra trampar em Itajaí, porque os peixeirostariam vacinados contra as sacanagens da empresa.

Sérgio conta que, há mais ou menos dois meses, os donos da empresa começaram a fazer pressão pra eles darem no pé. A treta começou com a troca de barco. ?Fomos colocados pra trabalhar num barco que tá podre e cheio de ratos, não tem mestre nem motorista?, conta. O maranhense disse que mora no barco com os amigos, mas que eles tão correndo riscos porque até no rango deles os ratos andam fuçando. A empresa ainda taria fazendo corpo mole pra dar a alimentação dos trabalhadores. A pressão, segundo Sérgio, é pra que ele e os amigos joguem a toalha e saiam da empresa sem receber o que têm direito.

O presidente do Sitrapesca afirmou que outra irregularidade na empresa é que os pescadores foram trocados de barco sem registro oficial, o que é proibido.

Na tarde de ontem, Manequinha levou um documento até a delegacia da capitania dos Portos pedindo providências porque o barco não estaria em condições de trabalho, com estrutura danificada e equipamentos de segurança vencidos. O presidente também enviou denúncias ao Ministério Público e ao Ministério do Trabalho pra assegurar que os direitos dos pescadores sejam garantidos e a empresa fiscalizada.

Em agosto, o Sitrapesca denunciou, através do DIARINHO, que quatro trabalhadores eram vítimas de trabalho escravo na mesma empresa. Os dirigentes da Akira não foram localizados pra comentar as denúncias.

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