• Postado por Tiago

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Biritas falsificadas eram vendidas nos botecos do Litoral

Uma operação conjunta entre a puliça Federal (PF), o Ministério Público Federal (MPF) e a Receita Federal mandou ontem pra detrás das grades uma quadrilha que falsificava todo tipo de biritas e depois distribuía em botecos do Litoral e da região Norte da Santa & Bela. Uma das fábricas clandestinas ficava no bairro Taboleiro, em Cambu, de onde saíam litros de uísque, conhaque e vodca fajutos. Ao todo, oito pessoas foram grampeadas em Joinville, Jaraguá do Sul, Mafra, Canoinhas, Brusque e na capital da pedra.

Os federas já tavam de zóio no bando há cinco meses, desde quando fecharam uma outra fábrica de bebidas made in Paraguai na cidade de Araquari, no Litoral Norte. No local foram achados nada menos que 12 mil litros de biritas falsificadas, que eram fabricadas sem as mínimas condições de higiene e guardadas em caixas d?água pra serem revendidas. Logo depois da ação, uma muié de nome Noeli Costa, que era testemunha das falcatruas da quadrilha, foi vítima de uma tentativa de assassinato, que a puliça acredita que tenha sido provocada pelo bando.

Depois de muitas bizolhadas, a PF descobriu que a quadrilha produzia não só as biritas, mas também os selinhos que comprovam o recolhimento do imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Tudo pra enganar os trouxas e fazer de conta que a mercadoria era legalizada. Pelas informações dos federas, a bebida era repassada a vendedores que distribuíam as garrafas em botecos e até balança-tetas chicosos de Joinville, que não tiveram o nome divulgado.

Na madruga de ontem, depois de muitas investigações, 94 puliças e 21 auditores da Receita Federal partiram com a missão de acabar com o oba-oba. Eles se dividiram em grupos pra garantir os atraques, antes que o bando descobrisse que tava prestes a cair nas garras dos homis e siscapasse.

Foram lacradas três fabriquetas clandestinas: uma em Joinville, na rua Beirute, bairro Itaum, uma distribuidora de bebidas de Canoinhas, no Planalto Norte, que já tinha sido fechada pelo Ministério da Agricultura por conta da porquice, e outra que funcionava mocosada em uma baia no final da rua Eucalipto, no bairro Taboleiro, em Cambu. ?Era uma casa bem espaçosa, que funcionava como fábrica, mas sem a menor condição de higiene?, conta o delegado Alessandro Vieira, que comandou a operação.

Na baia da terra do mármore foram achados vários litros de vodka, conhaque e uísque, que eram colocados em garrafas originais reaproveitadas, e depois vendidos. ?A maior parte era levada pra bares de Joinville e Balneário Camboriú?, comenta o dotô. Também foi fechada uma gráfica em Mafra, onde eram fabricados os selos de IPI fajutos.

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