• Postado por Tiago

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Caminhão da quadrilha tinha dois fundos falsos pra carregar porcaria

As investigações da operação Alvorada não pararam com a prisão de 15 envolvidos no tráfico de drogas. Ontem, os tiras guentaram 50 quilos de pó escondidos no fundo falso de um caminhão apreendido em Sorocaba/SP. O bruto e a droga serão enviados pra Itajaí.

O caminhão, placa MFM 8580, tava sendo vigiado por federas há 20 dias. Eles flagraram o bruto entrando na fazenda do chefão do bando, João Carlos Flores Costa, no município de Bela Vista, no Mato Grosso do Sul, onde provavelmente foi abastecido com a porcariada. Na noite de terça-feira, o caminhão parou num posto na rodovia Castelo Branco, próximo a Sorocaba, e os motoristas dormiram dentro. Na quarta-feira, no mesmo momento que rolavam as prisões da operação Alvorada em Itajaí e Balneário Camboriú, em São Paulo os motoras também eram rendidos.

Os tiras perceberam um fundo falso no tanque de combustível e os bombeiros foram chamados pra recortar o tanque. Pra surpresa, o fundo falso tava tão vazio que até fazia eco. Cães farejadores também xeretaram o caminhão, mas nada foi encontrado.

Ontem, os federas continuaram as buscas e encontraram a droga dentro da caixa de ar. Ela fica no meio daqueles três eixos finais do bruto e escondiam 49 tabletes de pó, pesando 45 quilos. O fundo falso tinha capacidade para 90 quilos de cocaína.

Segundo os policiais, a descoberta da droga confirmou a suspeita de que a quadrilha usava cargas de grãos pra esconder a droga. Os motoras carregaram o bruto com soja em Ponta Porã e descarregaram em Osvaldo Cruz/SP, antes de seguirem pra Sorocaba e serem presos com a boca na botija.

Transferidos

Os dois safados que foram presos temporariamente dentro da operação Alvorada – aquelas prisões com tempo determinado – foram transferidos para a delegacia da PF de Florianópolis. A dupla foi guentada pelos policias por envolvimento com a quadrilha e deve ficar presa enquanto durarem as investigações.

Um deles é Jânio Alaor Machado, morador de Balneário Camboriú, que tá sendo investigado por lavagem de dinheiro. O carinha é sogro de Claudemir, também envolvido na treta, e dono do restaurante Telhadinho. A outra pessoa que tá com prisão temporária é Tânia Cristina Fernandes Matoso.

Todos os presos na Operação já prestaram depoimento aos delegados da PF e contaram sua versão para a história. O conteúdo dos depoimentos não foi divulgado pela polícia. João Carlos Flores da Costa continua preso em São Paulo, mas também deve dar uma passeada pela delegacia do Itajaí.

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