• Postado por Tiago

Pingo – A imprensa nacional noticiou na última semana que o Banco Central ajuizou um pedido de liminar no Supremo Tribunal Federal para que sejam suspensas as ações impetradas pelos poupadores lesados pelos vários planos econômicos. Estimando que a dívida alcança cerca de R$ 105 bilhões, alega que os bancos não teriam como arcar com essa despesa “extra”.

Respingo – Se os bancos devem o valor estimado é porque dele se apropriaram por força dos desvios dos tais planos econômicos. Depositários dos dinheiros dos poupadores usaram os valores para os seus negócios financeiros, deixando de creditar os juros por força das tais políticas públicas. Não sendo creditados à poupança engordaram a disponibilidade de capital operacional perdendo, por esse motivo, a natureza de perdas para os bancos, uma vez que tais valores nunca lhes pertenceram. Constituem-se os tais R$ 105 bilhões no valor principal de uma dívida e o único termo admissível é a devolução. Se perda ocorrer será para os poupadores expropriados por tais planos.

Pingo – O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) pediu ao presidente do Senado, José Sarney (PMBB-AP), a anulação do ato que deu assistência médica vitalícia ao ex-diretor geral Agaciel Maia. Foi o petista quem assinou o documento datado de 12 de dezembro de 2000 e não publicado até esta data.

Respingo – Decididamente, o preclaro senador petista deve estar piorando das crises de ausência momentânea de raciocínio. O “affaire” da Marta, sua ex-esposa, com o franco-argentino ainda não deve ter sido digerido. Na carta contendo o pedido de anulação alegou: “Não me lembro que esse assunto tenha sido debatido em alguma reunião da qual participei. Tenho de reconhecer que essa falha também é de minha responsabilidade no episódio, apesar de ter agido de boa fé”. Resumo da ópera: assinou sem ler!

Pingo – Lula: “Prefiro dar dinheiro a pobre a cortar imposto”.

Respingo – Mais uma frase de “beira de copo”. Demagogia, pois na realidade não está dando nada, pois o dinheiro é público, dos cidadãos brasileiros, portanto. Para a popularidade do governo, porém, é melhor dar esmola do que incentivar o desenvolvimento sustentável a longo prazo, através de uma desoneração séria e planejada. Da forma que está sendo executada é o mesmo que extinguir a classe produtiva, substituindo-a por uma classe de pedintes. Por isso, caro leitor, se pensou que estava iniciada a política para diminuir a expropriatória carga tributária equivalente a 39% do PIB, dançou. Vamos continuar sendo os trouxas pagadores de impostos.

Pingo – A Receita Federal e o Ministério Público propuseram a ampliação das penalidades aplicáveis aos sonegadores aplicando-se-lhes, além das multas hoje previstas, a pena de prisão.

Respingo – A proposta até poderia merecer inteiro apoio se estivéssemos num país onde se cumprisse o preceito constitucional que determina que “todos são iguais perante a lei”. Considerando que hoje neste país existe uma classe que está acima do bem e do mal, os senadores, deputados e “cumpanheiros”, tal pretensão deverá merecer amplo repúdio da população, pois para os “profanos” sobrará a obrigação de pagar além da dívida mais multa, juros e correção, – a cadeia.

Pingo – “Julguei que fosse eleito presidente para presidir politicamente a Casa e não para ficar submetido a cuidar da despensa da Casa ou para limpar as lixeiras da Casa.” (José Sarney).

Respingo – Decididamente, se outro motivo não houvesse, o senador Sarney merece a condição de “imortal” ao revelar, com tal frase, o descaso pela coisa pública que tão bem tem caracterizado os políticos que pululam em torno do governo Lula. Para ele, ocupar a presidência é mais um favor que presta a todos os brasileiros. Favor de receber as gratificações pela função e assentar-se com muita pompa na cadeira presidencial e nela receber todas as homenagens, presidir rituais, desfrutar das benesses do poder e ser reverenciado, tal como se faz com as majestades reais. Sai já daí, Zé!

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