• Postado por Tiago

Kátia e seu José foram informados ontem que serão despejados de ondem moram

A dona de casa Kátia Regina Silva, 40 anos, tá desesperada. Ela tem uma doença nas pernas que a impede de trabalhar pra ganhar o sustento da casa. Para piorar a situação, seu pai, o pintor José Costa, 56, sofreu um acidente de motoca e desde então tá entrevado na cama, sem nem poder andar. Humildes, os dois clamam por qualquer tipo de ajuda. ?O que a gente mais precisa é de comida e acertar o aluguel, senão a gente vai ser despejado?, pede Kátia. A prefeitura teria rejeitado ajuda à família e eles tão vivendo da generosidade dos vizinhos.

Pai e filha doentes

Kátia tem artrite reumatóide, uma doença inflamatória crônica que lhe pegou as pernas e as mãos. Por conta do mal, Kátia tá há 22 anos sem poder trabalhar fora. Mal dá conta do serviço da casa e dos cuidados com a filhota de quatro aninhos.

O médico Felipe de Paulo Maçaneiro, médico do postinho do Cidade Nova, teria confirmado o diagnóstico da grave doença. Mas mesmo assim, os peritos da Previdência Social não dão o laudo para Kátia conseguir a aposentadoria por invalidez. ?Eu mal consigo ficar em pé. Tá passando pra todo o corpo?, relata, mostrando vários exames que detectaram a doença degenerativa.

O laudo saiu no dia oito de julho. Os peritos da previdência dizem que Kátia pode encarar o mercado de trabalho. Mas, diz a dona de casa, para isso ela teria que colocar uma prótese pra poder andar e ter uma vida quase normal. ?Mas isso custa três mil reais?, ressalta a dona de casa, que ontem foi intimada pelo dono da casa onde mora: ou paga os R$ 400 de aluguel atrasado ou ela, o pai entrevado e a filha pequena serão colocados no olho da rua.

Há 20 dias o destino pregou outra peça na família. Seu José sofreu um acidente de motoca pertinho de casa e quebrou a clavícula, que é o osso da asa. A coluna também foi atingida. Seu José, que vivia de bicos como pintor, agora tá entrevado e sem poder botar comida na mesa de casa. ?Quando eu me levanto, a minha perna treme?, disse.

Com os olhos cheios de lágrimas, ele diz que quer melhorar logo pra voltar ao trampo. Mas seu desejo vai demorar pra se tornar realidade. Seu José entrou na fila do SUS pra ser operado e colocar pinos na clavícula. Sem prazo para que isso aconteça, o pintor teme que sua pequena família passe fome ou até mesmo não tenha mais onde morar.

A família aceita qualquer ajuda. Alimentos ou colaboração para o aluguel. O celular de Kátia é o (47) 9605-3985. Pra quem quiser visitá-la, ela mora na primeira casa à direita da rua Minelvino Gonçalves, pra quem entra pela avenida Ministro Luiz Galotti, perto da policlínica do bairro Cidade Nova.

Prefa nem apareceu

Kátia diz que há quatro meses foi procurar ajuda no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do Promorar, época em que seu pai nem tinha sofrido o acidente. Uma assistente social ficou de aparecer na sua casa e fazer o cartão-cidadania pra família receber ajuda. Ninguém apareceu.

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