• Postado por Tiago

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Dona Clotilde chegou a passar mal

Dona Clotilde Maria Ferreira, 56 anos, nunca tinha passado por tamanho susto e humilhação até que a polícia Militar entrou em sua casa, no Gravatá, em Navegantes, procurando por drogas e um botijão supostamente roubado que ela teria comprado. Nenhuma porcaria foi encontrada. A aposentada, que já fez dois transplantes de rins, tem diabetes e osteoporose, passou mal durante a batida.

Imagine o desespero de dona Clotilde quando às 7h da matina de sexta-feira uma renca de PMs arrombou e invadiu sua casa, que fica na prainha dos pescadores, entre o Gravatá e o morro que dá pra prainha de São Miguel. A desculpa foi a de que estavam procurando drogas e um botijão de gás roubado. Dona Clotilde alega que minutos antes havia comprado de dois rapazes o tal do botijão.

Durante a invasão, os PMs reviraram toda a casa da aposentada. Assustada, ela começou a passar mal. Os policiais não a socorreram e, como não encontraram drogas, foram pra delegacia levando o marido de dona Clotilde e o bujão.

Como não havia provas que o produto era roubado, o marido da aposentada foi liberado. As tonturas da muié duraram até o dia seguinte, tamanho o susto que levou dos policiais invadindo a sua casa.

O DIARINHO tentou ouvir ontem a versão do comando do batalhão da PM de Navegantes. Como era feriado na cidade, o oficial responsável pela comunicação social da PM estava de folga e o oficial do dia não pôde atender a reportagem porque estaria na rua caçando bandidos.

Ação da PM é ilegal, diz advogada

Pela Constituição, a polícia só pode invadir residências com mandado judicial ou em caso de flagrante de crimes ou de alguma desgraça, explica a advogada Cíntia Pinto da Luz, integrante do movimento Nacional de Direitos Humanos. ?O comportamento da polícia no Brasil se equipara a de bandidos na medida em que despreza as garantias individuais?, alfineta.

A advogada aconselha o casal a procurar a justiça para garantir seus direitos como cidadãos. Flávia Cristina Oliveira Santos, advogada do centro de Direitos Humanos de Itajaí, diz que o casal pode procurar a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pedir um dotô digrátis pra tocar o caso pra frente. A OAB em Navegantes funciona numa salinha do fórum, que fica na rua prefeito José Juvenal Mafra, em frente ao ginásio de esportes do centro.

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