• Postado por Tiago

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Ao ser agredido sem motivo, seu Mário caiu na calçada e detonou o rosto

O vigilante Mário Pereira da Conceição, 60 anos, teve o rosto todo estuporado depois que recebeu um soco por trás de um policial militar de Navegantes. O sinhôzinho tava num bar do bairro São Paulo quando a polícia chegou para fechar a birosca, que não tinha alvará. Depois que levou o socão, seu Mário caiu com o rosto no chão e se machucou todo.

A comerciante Suelene Pereira Conceição, 37 anos, filha de seu Mário, tá cabreira com a ação do PM. Ela já deu queixa na depê, denunciou a violência gratuita no comando da PM e ainda tá contratando um advogado pra acompanhar o caso. ?Isso é uma covardia?, revolta-se Suelene, que é dona de uma lanchonete no centro da cidade.

Seu Mário é afrodescendente. Para a comerciante, o policial deve pensar que todo negro que mora no bairro São Paulo é bandido. Suelene disse que seu pai nunca passou por uma situação de tanta humilhação.

A agressão teria rolado por volta das 20h de quinta-feira da semana passada. Seu Mário, que é vigilante e está encostado porque vai fazer uma cirurgia no joelho, foi ao barzinho ver os amigos. O boteco fica na rua Borges de Oliveira e não tem alvará.

A polícia militar teria chegado numa buena, conta o próprio agredido. Ele diz que a covardia do PM aconteceu quando o dono do bar tava fechando as portas. Mário ia saindo e resolveu perguntar o que tava rolando ao outro policial. Foi quando, do nada, recebeu um soco nas costas do meganha desalmado. Como já tá mal das pernas, ele caiu de carão na calçada e sofreu cortes no rosto. A vítima diz ainda que os policiais não o ajudaram e, humilhado, voltou ensanguentado para casa e foi socorrido por familiares.

Já fez a denúncia

No dia seguinte, seu Mário foi bem cedo à delegacia e registrou uma queixa contra a atitude do policial. Depois foi ao Instituto Médico Legal, em Itajaí, para fazer o exame de corpo delito. À tarde, foi até o batalhão da Polícia Militar e denunciou a covardia que tinha rolado.

Será investigado

O tenente Luis Carlos Cruz dos Santos, responsável pela comunicação social do batalhão da PM de Itajaí, explicou que primeiro a denúncia será investigada. O resultado da investigação será encaminhado à auditoria do comando da PM. Este tipo de processo costuma demorar 60 dias, informou o oficial.

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