• Postado por Tiago

A retirada de assinaturas por parte de parlamentares que decidiram não apoiar o pedido de criação de uma CPI do sistema carcerário, após a comprovação de tortura aos enjaulados, foi vista com naturalidade pelo líder do governo, deputado Elizeu Mattos (PMDB). Para o bagrão, não há motivo para querer investigar o que já está sendo investigado.

O deputado lembra que há sindicâncias no âmbito das secretarias de Segurança e de Justiça e Cidadania para apurar responsabilidades, além de investigação policial sobre denúncias de tortura de presos e acompanhamento do Ministério Público. “Mais que isso, só se há outros interesses”, lascou o ditocujo.

O requerimento para instauração de uma CPI ganhou destaque na imprensa na manhã de segunda-feira, e tinha assinaturas de 15 deputados. O regimento interno da Leleia exige que conte com assinaturas de ao menos um terço dos 40 deputados.

No início da tarde, a deputada Odete de Jesus (PRB) alegou ter recebido pedido para subscrever apenas um pedido de audiência conjunta sobre o sistema prisional, das comissões técnicas de Segurança Pública e de Direitos e Garantias Fundamentais, e não para a criação de uma CPI, então ela deu pra trás, e tirou seu nome do requerimento. Mais adiante, foi o líder do PTB, Narcizo Parisotto, que retirou sua assinatura. O sujeito justificou que o governo já havia tomado providências para apurar casos de violências nos presídios. “Isso é um jogo político em véspera de ano eleitoral, essa CPI já nasceu morta”, disse Elizeu.

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