• Postado por Tiago

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Gatinha consciente pesquisa o filtro solar mais adequado pra sua pele

Em Sampa, só falta o canetaço do governador José Serra pra mudar a categoria do filtro solar de cosmético pra medicamento e sancionar o projeto de lei do deputado Luciano Batista, já aprovado na câmara. A justificativa é o alto índice de câncer de pele, principalmente no sul de origem europeia, e a falta do hábito do brasileiro de usar filtro por causa do preço e do culto ao bronzeado. Segundo o deputado, a medida obrigaria os governos a distribuir o produto pro povão de baixa renda através do sistema Único de Saúde (SUS).

Mas nem os dermatologistas paulistas, nem a agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concordam com a medida porque poderia encarecer ainda mais o produto. Segundo dados da sociedade Brasileira de Dermatologia, o custo para aprovação de registro de medicamento novo na Anvisa varia entre R$ 4 mil e R$ 80 mil por produto. Já para cosméticos, o custo fica entre R$ 120 e R$ 2.500.

Outro problema seria que as indústrias de cosméticos, que fabricam os protetores solares, teriam de ter área específica para produção do medicamento, aumentando seu custo de produção.

O curioso é que no 18º Congresso Brasileiro de Cancerologia, realizado na semana passada em Curitiba, os médicos foram unânimes em afirmar que seria um avanço passar o protetor solar para a classe de medicamentos para combater o câncer de pele. Esta doença, no Brasil, corresponde a 25% de todos os tumores malignos, sendo a segunda causa de morte no país, depois das doenças cardíacas. E a estimativa é que, se continuar desse jeito, com o povo tomando sol na cara sem proteção, o câncer de pele seja a principal causa de morte no Brasil em 2020. Hoje, o primeiro lugar é da Austrália.

Sendo um medicamento, o protetor solar não poderá mais ser vendido em supermercados, mas apenas em farmácias. O que poderia ser um problema, acaba sendo positivo, já que nos supermercados não há uma orientação profissional para que o consumidor leve pra casa o produto certo, de acordo com sua pele, idade e etnia.

E outra: nos supermercados peixeiros, o preço dos protetores solares está mais caro do que nas farmácias, onde há mais variedade e promoções. Nos Estados Unidos, o órgão que faz o controle de alimentos e medicamentos, o FDA, classifica o protetor solar como medicamento de venda livre.

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