• Postado por Tiago

A polícia Civil de Camboriú continua em busca de pistas que comprovem a retirada de quatro criancinhas de uma creche municipal da city, pra fazerem fotos de sacanagem. Nesta semana, os tiras estiveram na casa da principal suspeita, mãe de um dos anjinhos, e não acharam nenhuma prova. Pro delegado Fábio Moreira Osório, os indícios do crime são fracos. Mas o conselho tutelar garante que os depoimentos dos pequerruchos, acompanhados por psicólogas, revelaram detalhes importantes.

Tudo teria rolado no dia 10 de dezembro do ano passado. Quatro pequeninos entre três e quatro anos foram carregados de dentro da creche Neide Merísio, que fica no bairro Areias, pela mãe de um deles. A mulher teria levado as crianças a um shopping, dado presentes pros pobrezinhos e, mais tarde, em sua casa, os obrigado a tirar as roupas e posarem pra fotos. O caso veio à tona quando uma das crianças, uma menina, contou tudo pro pai. Ela tinha uma marca feia na perna, e disse ter apanhado porque não queria obedecer as ordens da tal mulher.

Todas as crianças foram ouvidas pela polícia, com ajuda de psicólogos. “Duas das crianças confirmam que estiveram com essa senhora, o filho dela nega tudo, e a quarta criança é pequenininha demais, não entende o que pode ter acontecido”, disse o delegado.

Dotô Fábio acha que os relatos dos pequerruchos são provas muito fraquinhas. “Devido a idade deles, as provas são muito frágeis”, afirmou. Mesmo assim, ele chegou a mandar um pedincho de prisão da suspeita à dona justa, que foi negado.

Nesta semana, a polícia conseguiu autorização pra bizolhar a baia da muié, na estrada geral de Morretes, no Areias. Mas os tiras não encontraram nem câmera fotográfica, nem computador, que pudessem ter sido usados pra armazenar as fotografias. As investigações seguem por mais alguns dias, pra tentar achar provas. Depois, o inquérito será entregue à justiça.

Pro presidente do conselho tutelar de Cambu, Adriano Gervásio, os relatos das crianças provam que alguma coisa errada rolou. “Os relatos são fortes. É impossível que três crianças fantasiem as mesmas coisas, com detalhes. Alguns pontos batem no depoimento de todas”, comentou. Ele disse que o conselho já não tá mais participando do caso. “Agora é com a justiça”, finalizou.

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