• Postado por Tiago

Esquema tava espalhado por todo o país e rendia uma grana preta

Os tiras da Central de Operações Policiais (COP) de Itajaí acabaram na tarde de ontem com a farra de um bingo chiquetoso que tava funcionando em uma lan house de fachada na rua Tijucas, no centro de Itajaí. Quatro jogadores estavam se divertindo na hora do atraque e foram liberados em seguida. Já a dona da bodega vai ter que sisplicar pra dona justa. Além de oito computadores, os tiras guentaram uma máquina recheada com 1040 reais dos trouxas que apostavam no local. A polícia acredita que o ponto faturava pelo menos R$ 100 mil por mês.

A apreensão foi encomendada pela polícia Civil de São Paulo e faz parte da operação Novelo, que rolou quase que na mesma hora, ontem, em todo o país e guentou uma pá de gente envolvida com um esquema de jogos pela internet. Só os chefões da máfia lucravam por mês cerca de cinco milhões de reais. Ao todo, foram 39 prisões e 360 mandados de busca e apreensão em 12 estados do Brasil. O esquema rolava principalmente em lan houses, teria movimentado cerca de R$ 60 milhões no último ano e faz parte de uma rede de exploração de jogos de azar.

Em Itajaí, a polícia bateu na lan house de fachada Marcelo?s 7, que pertence a Jane Aparecida Leutz, 40 anos, que se entregou diboa. A mulher garantiu que a atividade era seu ganha pão, mas não revelou há quanto tempo tava na ilegalidade. Jane mantinha uma sala com oito computadores normais ligados à internet, com acesso direto à jogatina autorizado por senha. Também foi encontrada uma máquina pra depositar a grana das apostas.

O esquema da jogatina era tão sofisticado, que o local tinha um sistema de controle remoto que era acionado toda vez que a mulher desconfiava de algum cliente. Bastava acionar um comando, que as telas da jogatina viravam telas para saites comuns. Com a medida, ela conseguia despistar qualquer um que suspeitasse da jogatina.

Lavagem de dinheiro

Na tarde de ontem, os tiras foram mais rápidos. Antes de Jane usar o truque, eles invadiram o local e pegaram quatro trouxas em frente às máquinas. A batida rolou por volta das 15h e desfez um esquemão, acusado também de fazer lavagem de dinheiro.

Tanto a dona quanto os quatros jogadores foram levados pra depê pra prestar depoimento e depois liberados. Ela assinou um documento se comprometendo a sisplicar pra dona justa porque tava metida com uma atividade considerada ilegal no país.

O sistema é importado dos isteites e era controlado por mafiosos de São Paulo e Paraná, que administravam cerca de 500 lojas de mentirinha usadas como cassino. Os chefões tinham acesso a todo o lucro da jogatina, deixando apenas uma pequena porcentagem para os laranjas. Eles usavam as lojas fajutas para esquentar a grana, declarando a dinherama como renda do trampo de fachada.

A polícia da cidade paulista de Sorocaba, em parceria com os tiras de Sampa, investigou o caso por cerca de um ano, rastreando as ações e conversas dos comandantes da quadrilha. Eles descobriram que o esquema tava na mão de um pessoal barra pesada, envolvido também com ameaças e assassinatos por conta de cobranças de dívidas.

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