• Postado por Tiago

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Dois meses após o incêndio, causas ainda são um mistério

A perícia feita dias após o fogaréu tomar conta da geladeira gigante do Portonave não foi o suficiente pra descobrir as causas do incêndio, que rolou em novembro do ano passado. A polícia Civil dengo-dengo pediu ao instituto Geral de Perícias (IGP) que dê mais uma bizolhada no local. A data da nova bizolhoada ainda não foi marcada.

O IGP, que tava encarregado de analisar e concluir o laudo do incêndio, enviou no final do ano passado o resultado da fuçada à delegacia de Navega. O delegado Ricardo Ferreira, que tá cuidando do caso junto com a delegada Tatiana Bressane, diz que o documento não conseguiu apontar como o fogaréu começou. ?A princípio, uma série de coisas já foi descartada, como ato criminoso. Mas ainda é necessária uma perícia complementar?, explica.

O dotô acredita que, como tava rolando uma reforma na geladeira no dia do fogaréu, e agora esta obra já foi concluída, o trampo dos peritos foi prejudicado. ?A perícia vai ter que sair de qualquer forma. Nem que eles digam que não pode ser feito mais nada para descobrir a causa?, manda.

A dotora Tatiane já pediu ao Portonave que o Iceport seja aberto aos peritos mais uma vez nos próximos dias. Só que o diretor administrativo do porto, Pedro Parigot, diz que a data da nova vistoria ainda não foi marcada.

A assessoria do Portonave também informou que terminou no dia 20 de dezembro a retirada das 14 mil toneladas de carne de frango e porco que tavam na geladeira no dia do incêndio. Desde então, a geladeirona tá parada.

Relembre

O incêndio que destruiu boa parte da estrutura do Iceport começou no dia 12 de novembro, uma quinta-feira, por volta das 10h. O fogaréu tomou conta do trambolho rapidinho. Todos os funcionários do Portonave foram retirados e as ruas mais próximas também foram evacuadas. Ao lado da geladeira tavam armazenados galões com o gás amônia, que poderia explodir a qualquer momento.

O fogo só foi controlado 18 horas depois, e, apesar do cheiro de carne podre que rondava a região, a vida dos moradores e trabalhadores voltou ao normal. O Portonave investiu R$ 50 milhões na construção da Iceport, que é a maior câmara frigorífica da América Latina. Ela tinha capacidade para armazenar 18 mil toneladas de mercadoria.

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