• Postado por Tiago

A polícia abriu inquérito pra investigar um funcionário do instituto geral de perícias (IGP), acusado de vender carteiras de identidade pra quem tá devendo pra justiça. O crime foi descoberto com a prisão de um estelionatário da Palhoça.

O servidor terceirizado foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos sobre a falsificação de carteiras de identidade. Tiago da Rosa trabalhava na confecção de carteiras de identidade do instituto há cinco anos e é acusado de produzir documentos falsos para golpistas. Ele ganhava cerca de R$ 5 mil por cada identidade feita.

A fraude foi descoberta pela polícia Civil de Palhoça graças à prisão de um estelionatário que vinha agindo na Grande Floripa. Edson Frederico Espinosa, 27 anos, tinha três identidades diferentes, todas legais. A foto do cara e a impressão digital eram as mesmas em todas elas. O que mudava era o nome e número do RG.

Com a fraude, Edson conseguiu abrir contas em bancos e até fazer um financiamento na Caixa Econômica Federal. O cara ainda passou um monte de cheques sem-fundo em postos de gasolina, comprou grandes cargas de azulejos e madeira.

O pessoal da delegacia de Coqueiros, em Floripa, tinha recebido um monte de denúncias sobre o estelionatário e avisou à polícia da Palhoça que o cara poderia estar agindo na city. Depois de muito investigar, os agentes conseguiram chegar até o Edson. Na casa dele, no bairro Aririú, os homis apreenderam as três identidades que ele usava.

A polícia percebeu que todas as identidades eram quentes. Como Edson tava sendo fichado por estelionato, resolveu abrir o bico. Ele contou que era Tiago quem fornecia as identidades. O funcionário do IGP passou a tarde sendo ouvido na delegacia e foi liberado par responder ao inquérito em liberdade.

Os investigadores suspeitam ainda de outros envolvidos no esquema. Tiago cobrava R$ 5 mil para fazer novas identidades para pessoas que tinham alguma bronca com a dona justa.

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