• Postado por Tiago

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Sérgio tá inconformado. Sua casa chegou a aparecer na televisão como ponto de tráfico

As cenas da ação dos policiais civis do Centro de Operações Policiais (COP) de Itajaí não saem da cabeça de Sérgio Roberto de Jesus, 42 anos. Na sexta-feira, sua casa, que fica na rua Archimedes Lobo Johannsen, nos Cordeiros, foi invadida por engano pelo tiras, que pularam o muro empunhando armas pesadas, quase mataram sua mulher de susto e simplesmente saíram sem nem pedir desculpas.

A vítima do engano dos civis trabalha numa automecânica há 25 anos e afirma nunca ter se envolvido com o crime. Sérgio conta que não era nem 7h da matina quando os policiais invadiram a casa. Sua mulher havia acabado de acordar e deu de cara com o bando de tiras entrando na baia. ?Eu só escutei a minha mulher gritando desesperada e quando vi já tinham vários policiais dentro do meu quarto?, lembra.

Quando deram de cara com Sérgio, os civis perceberam que tinham feito cagada. ?Eles não pediram os meus documentos e nem revistaram a minha casa. Pediram pra eu assinar um papel que constava o meu endereço certinho?, contou o mecânico.

No momento do atraque, os sete policiais civis quase quebraram o portão da baiuca de Sérgio, acabaram pulando o muro, passaram por cima dos três carros que estavam no pátio da casa e arrombaram uma porta.

Horas depois, Sérgio viu sua casa no Jornal do Meio Dia, da RIC/Record, sendo chamada de ponto de tráfico de drogas. ?Veio um monte de gente me procurar por causa dessa história. Ninguém entendeu nada, porque sabem da minha índole. Agora eu acho muito estranho os policiais ficarem dois meses investigando um ponto de tráfico e depois desse tempo todo ainda invadirem a casa errada?, detona.

Sérgio disse que procurou a delegacia e ouviu do delegado Rui Garcia o que ele já sabia. ?O delegado me disse que foi um engano e falou que eu era pra correr atrás dos meus direitos?, relata o mecânico, que registrou um boletim de ocorrência e já conversou com um advogado pra ver o que pode fazer em relação ao caso.

Tavam atrás do Roni da Polaca

A ação dos policiais civis, que rolou na sexta-feira, era pra acabar com a safadeza de João Rondinelli da Silva Porto Staroski, o famoso Roni da Polaca, que comandava o tráfico de drogas de dentro do cadeião peixeiro. Só que a boca fica algumas ruas distante da casa do mecânico.

O delegado responsável pelas investigações, Rui Garcia, assumiu o erro. ?O Sérgio veio até a delegacia e eu pedi desculpas a ele. O que posso dizer é que ninguém é perfeito, erros acontecem e ele é livre pra procurar os seus direitos?, comentou.

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