• Postado por Tiago

Durante a manifestação foi fácil encontrar os assessores dos bagrões da prefa circulando entre o povão pra bisbilhotar, mas os bambambãs nem deram as caras. “O convite pra manifestação foi feito pro prefeito, pros vereadores, deputados estaduais e federais. A gente pode perceber que o interesse é grande”, ironizava Osvaldo Mafra.

O prefeito Jandir Bellini (PP) e o superintendente do porto, Antônio Ayres dos Santos Júnior, não pintaram na praça da Matriz. O único político que acompanhou o protesto desde o começo foi o vereador Marcelo Werner (PCdoB). “Eu vim apoiar porque é preciso. Isso tá um jogo de empurra-empurra e eu sou a favor do manifesto pra agilizar o processo”, disse.

Vítimas do porto

Os estivadores peixeiros, Nilton Gualberto, 36 anos, Roberto Jaques, 50 e Aldo Custódio, 39, acompanharam durante toda a manhã o desenrolar do protesto no centrão de Itajaí. Os três, que antes da enchente tinham uma vida estável com um bom salário, hoje lutam pra conseguir colocar comida na mesa.

Nilton conta que no ano passado a média de chamada pro trampo no porto era de 45 vezes por mês. Desde o começo de 2009, os três são chamados pra trabalhar no convés do navio, no máximo três vezes por mês. “Um estivador ganha por dia de trabalho e não tem como se trabalhar só três vezes no mês. O dinheiro não é suficiente”, conta Roberto.

Pra se virar, a maioria dos trabalhadores portuários tem procurado profissões alternativas. “A gente vai se virando com os bicos. Alguns tão trabalhando como motoboy, outros como chapa e até como pintor”, relata Aldo.

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