• Postado por Tiago

A porta giratória do Banco do Brasil em Piçarras é temida pelos clientes. Três pessoas já registraram boletim de ocorrência contra a agência, que fica na avenida Nereu Ramos. A jornalista Maria Teodora Silva, 52 anos, é uma das pessoas que entrou na justiça. Ela diz que o detector de metal não tolera nadica e os clientes passam por situação constrangedora.

A própria Maria Teodora passou 20 minutos tirando tudo o que tinha da bolsa e da roupa para conseguir entrar. A jornalista ainda teve que guentar a cara de nem te ligo dos seguranças da agência bancária. Na delegacia tem boletim de um outro cliente que tinha no sapato uma biqueira de metal e teve que voltar pra casa sem ser atendido pelos funcionários do banco.

Maria Teodora contou que foi depositar uma grana no banco quando rolou a situação embaraçosa. Para passar na porta, retirou celular, moedas, chaveiro, tudo que poderia travar a geringonça. Mesmo assim, a porta continuou travada e impedindo a entrada da cliente. Antes de tentar dinovo, Maria retirou tuda da bolsa, até papéis e lenço, só ficando com a roupa do corpo. A porta manteve-se travada.

A cabreirice maior da jornalista é que pediu ajuda dos seguranças e os caras simplesmente falaram pra ela sivirar. Maria continuou tentando na esperança da porta abrir, mas nada ocorreu. Os olhares do pessoal que tava na agência começaram a perseguí-la pelo vexame que passava. Maria Teodora admite que o sangue lhe subiu à cabeça e começou um bate-boca com um dos seguranças. Maria conta que o vigilante zombou dela na frente da clientela.

Somente depois de várias outras tentativas é que a porta giratória finalmente destravou e a leitora pôde entrar. No interior do Banco do Brasil, afirma que encontrou duas pessoas que já tinham passado pela mesma situação. Como não leva desaforo pra casa e a fim de acabar divez com o desrespeito que ela diz já ter passado outras cinco vezes, a jornalista foi direto na depê para registrar um boletim de ocorrência. “Eu tenho conta no Unibanco e nunca passei por isso no local”, comenta.

Na agência do Banco do Brasil de Piçarras ninguém quis comentar sobre o assunto. A rapaziada alegre da assessoria do banco, em Floripa, prometeu que ia mandar a resposta por e-mail. Até o fechamento desta edição a resposta não tinha sido recebida. Vai ver, travou na porta giratória.

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