• Postado por Tiago

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Diego José Mello deu a fita pra bandidagem limpar apartamento

Os tiras da central de Investigações de Balneário Camboriú mandaram ontem pra trás das grades Diego José Mello, 21 anos. O traste trampava como porteiro no edifício Paraíso, na avenida Atlântica, que foi limpado por assaltantes três meses atrás. A puliça desconfiou que ele pudesse estar envolvido no atraque e passou a investigá-lo. Diego admitiu ter passado a fita pros bandidos e que foi o cabeça do assalto.

A bronca rolou no dia 22 de agosto, por volta das 3h da madrugada. Na época, a história contada pros homisdalei foi que quatro homens teriam entrado no prédio e rendido Diego. Depois, teriam dado uns sopapos no cara e o obrigado a entregar as chaves dos apês.

A ação dos bandidos foi violenta. Eles invadiram quatro apartamentos, três deles vazios, e fizeram a festa. Juntaram TVs bonitonas, garrafas de uísque e champanhe importadas, e até um tapete persa. O último a receber a visitinha dos coisasruins foi o advogado aposentado Luiz Fernando Ribeiro de Abreu, 78 anos, que foi surpreendido pelo bando enquanto dormia.

Ele foi acordado, espancado e amarrado pelos assaltantes. Os mulambentos carregaram mais uma renca de badulaques chicosos, joias e uma pistola, e enfiaram tudo no porta-malas do carrão do aposentado, o Audi A4, placa AIA 0343 (Curitiba-PR). A quadrilha levou ainda o sistema de câmeras do prédio, pra garantir que não seriam reconhecidos.

Horas depois, os tiras descobriram que o possante tava estacionado na rua Panamá, no bairro das Nações, e conseguiram enjaular dois dos assaltantes. Alexandre Neves Sell, 24, e Roger Renam Corrêa dos Santos, 19, foram presos com a boca na botija. Na baia dos caras foram achados vários objetos surrupiados dos apartamentos.

Diego foi chamado pra fazer o reconhecimento dos bandidos, mas fez boquinha de siri e não quis incriminar os caras. Pra completar, se negou a fazer o exame de corpo de delito, que poderia provar que foi agredido, porque alegou que as marcas já tinham desaparecido.

As atitudes chamaram a atenção dos policiais, que ficaram com a pulga atrás da orelha e resolveram bizolhar Diego bem de perto. Eles descobriram que o celular do porteiro, que ele disse que tinha sido levado pelos bandidos, tinha sido entregue como entrada na compra de um aparelho de som pro seu carrão, um Audi A3.

Diante disso, o delegado André de Oliveira Filho, que comanda as investigações, conseguiu da dona justa um pedincho de prisão pra Diego. Ele foi guentado ontem de manhã na baia onde tava morando, na rua Dom Abelardo, bairro Vila Real, e levado pra sisplicar.

O porteiro admitiu pra puliça, informalmente, que foi ele quem planejou o assalto. Mas na hora de prestar depoimento, resolveu fechar o bico e não quis mais assumir a bronca. Como tá em prisão temporária, ele deverá ficar enjaulado por cinco dias. Mas o delegado poderá pedir sua prisão preventiva, que é por tempo indeterminado.

Diego não é flor que se cheire, e no início do ano já tinha sido vítima de uns pipocos, em frente a um quiosque da avenida Atlântica, num acerto de contas. Os tiras querem saber se ele tá envolvido em outras tretas.

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