• Postado por Tiago

Tá decidido. O Teconvi e o Portonave, que desde novembro dividem com o porto peixeiro o prejuízo de não receber naviozões de grande porte, vão pagar pra que seja terminado o serviço que o consórcio Draga Brasil deixou pela metade. A decisão saiu de uma reunião no sábado de manhã. Esta semana os terminais privados vão juntar orçamentos de empresas de dragagem pra saber se vale mais a pena deixar o trampo nas mãos da Draga Brasil ou fazer um novo negócio.

As duas dragas que foram contratadas pra limpar o leito do rio Itajaí-Açú deveriam ter deixado tudo pronto até o dia 30 de abril, mas não deram conta do recado. O serviço chegou a ficar suspenso por 15 dias depois que a marinha descobriu irregularidades nos itens de segurança de uma das monstrengas. Pra completar, um rolo no repasse do governo federal pro abastecimento das baitas fez com que a outra draga, Hung Jung 3001, também parasse o serviço.

O resultado foi o atraso. Ao fim do prazo de entrega, ainda faltavam 300 mil metros cúbicos de porcariada pra serem retirados do fundo do rio. O chefão do porto de Itajaí, Antônio Ayres dos Santos Junior, disse que o que será analisado agora é a oferta de preço e a disponibilidade de início imediato das obras.

Não tá descartada a hipótese da Draga Brasil, que já terminou o serviço uma vez, fique com a responsa de finalizar a empreitada. “Uma das dragas deles tá parada aqui. Outras teriam que vir do Recife, do Barein ou da Holanda”, justificou Ayres.

Numa análise rápida, o orçamento da obra ficou em R$ 4 milhões, que serão divididos pelo Teconvi e pelos dengo-dengos do Portonave. “Foi pra agilizar a contratação”, disse Ayres. A ideia é botar a mão na massa até a próxima semana, mas ainda não tem um prazo pra conclusão do trampo. O porto peixeiro ficou fora da vaquinha pra agilizar o contrato da empresa, já que os dois terminais são privados.

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