• Postado por Tiago

Ferrugens e infiltrações detonam local de trampo dos guarda-vidas em Balneário Camboriú

Vermelhinhos trampam em casinha abandonada

Barras de ferro enferrujadas, pastilhas detonadas e infiltrações nas paredes são comuns no local de trampo dos guarda-vidas da Maravilha do Atlântico. Faltando poucos dias pro início da temporada de verão, não existe sequer uma previsão de garibada nos postos, que não sabem o que é uma reforma básica há cerca de quatro anos.

No posto cinco, as barras de ferro estão enferrujadas e os guarda-vidas não podem nem se encostar por ali, sob o risco de despencar na chón. As grades da janela e a porta também não escaparam da ferrugem. Graças às infiltrações, o mofo e os ácaros tomaram conta do teto do posto. As paredes internas não são rebocadas e a porta do banheiro não tem tranca. Os vermelhinhos acabam não tendo privacidade nem na hora de tirar a água do joelho.

No posto central, que funciona durante todo o ano e serve de base pros outros quatro, a situação também tá feia. A barra de ferro de proteção do alto do postinho caiu depois que a ferrugem deu conta de acabar com tudo. O local também não vê uma mão de tinta há anos. Na parte de baixo do posto funcionava uma base da secretaria de Saúde. Por lá ainda existe a placa de identificação e, na parede, o brasão da city, mas o escritório tá desativado e jogado às traças.

O portuário aposentado José Clerese, 58 anos, relembra que os banhistas contam com os guarda-vidas pra garantir a segurança das praias. ?Não tem segurança nenhuma. Só é seguro pra gente pela presença deles na praia. Mas pra eles as condições de serviço são muito deficitárias?, lasca.

A professora aposentada Eunice Marcos, 58, sugere que sejam feitas reformas nos postos a cada ano pra evitar que a estrutura fique detonada. ?Estão esperando o quê pra fazer uma reforma? Ao menos assim conseguiriam manter o posto?, sugere. ?O problema é que os políticos só prometem, mas fazer que é bom não fazem nada?, acrescentou.

?O problema é que os políticos só prometem, mas fazer que é bom não fazem nada?

Eunice Marcos, professora aposentada

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