• Postado por Tiago

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Batidas dos homisdalei rolam desde o começo do ano

A indústria da jogatina tá levando uma enrabada atrás da outra em Balneário Camboriú. Desde o início do ano, os tiras da central de investigações já tiraram de circulação 300 maquininhas, em seis atraques diferentes. Até uma fábrica de papa-trouxas já foi lacrada pelos homis. O último desfalque foi num cassino clandestino que ficava em plena avenida Brasil. Duas portas de ferro tinham sido instaladas pra deixar as maquininhas bem longe dos zóios da polícia.

Só nesse atraque, que rolou na sexta-feira, 23 máquinas caça-níqueis foram detonadas. O bingão funcionava em cima de uma loja, na esquina da rua 1900 com a Brasil. Câmeras bizolhudas e monitores tinham sido instalados em todos os cantos, pra que ninguém entrasse sem ser convidado.

Duas portas de ferro, trancadas, separavam a rua da jogatina. Os jogadores tocavam um interfone, no lado de fora, e um funcionário do cassino abria a porta em poucos segundos. O esquema era tão bem feito, que os policiais precisaram arrombar as portas com marretadas pra poder acabar com a farra.

Nove véinhos que curtem perder a aposentadoria nas papa-otários tavam jogando lá dentro na hora do flagrante. Uma mulher se apresentou como gerente da casa e jurou de pés juntos que não conhecia seu chefe. A tansa disse que seu salário ela mesma retirava do lucro das maquininhas. Patrão bom, esse!

O atraque rolou por conta da denúncia de um filho desesperado. Ele telefonou pra central, na quinta-feira, e disse que sua mãe tinha perdido toda a aposentadoria no cassino. A desnaturada gasta o que pode e o que não pode, e depois sobra pro rebento pagar suas contas.

Até agora, todos os bingões fechados pela central foram dedurados pelo povão, que geralmente recorre ao disque-denúncia, número 181, pra entregar a sacanagem. Assim que ficam sabendo da treta, os tiras fazem tocaias pra confirmar o entra-e-sai dos jogadores e depois fecham a banca.
Dos seis flagrantes feitos até agora, quatro rolaram em ruas do centro de Balneário e um na rua Canelinha, bairro dos Municípios. Desses, só em um, na rua 700, não foram encontradas papa-trouxas. Ao invés disso, os tiras acharam o quartel general da banca de jogo do bicho Zebrinha.

Também foi fechada uma fábrica de maquininhas num galpão da rua Antônio de Almeida, pertinho do fórum de Camboriú. Os homisdalei guentaram 70 papa-trouxas que tavam prestes a serem montadas pra abastecer o mercado da jogatina na região. Os tiras acreditam que 200 máquinas saíam prontinhas do barracão, toda semana.

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