• Postado por Tiago

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Seu Murara precisou fazer o trabalho que era da prefeitura

Os moradores da prainha de São Miguel, na Penha, reclamam que desde abril a secretaria municipal de obras não aparece na comunidade pra dar um jeito nas ruas, que estão uma lástima. A água das chuvas tem causado erosões em várias estradas, e o povão já tá cansado de comprar terra e pedras pra fazer o conserto meia-boca das ruas.

Seu Luís da Silva, 74 anos, procurou o DIARINHO pra contar sua indignação. Ele mora em Navegantes, mas cuida de uma casa de praia em São Miguel. No final de semana, a família de paulistas, dona da baia, apareceu no pedaço. Seu Luís teve que comprar terra e pedaços de madeira para que a caranga dos patrões pudesse entrar na garagem. O valetão nas laterais percorre toda a rua Melentino Manuel André. Seu Luís diz que os turistas tão até desanimados com o local.

Dona Estela Calda, 46, mora na rua João José da Conceição. Tá revoltada. ?Eles (pessoal da prefa) realmente esqueceram de nós?, diz. Ela também teve que comprar barro pra preencher o buraco na frente de casa. Seu Adelino Murara, 62, é vizinho de dona Estela e gastou R$ 200 em brita pra jogar na valeta. O investimento dos moradores pra consertar a estrada é visto na rua inteira.

Seu Murara explica que depois da enxurrada de abril, a prefa nunca mais fez nada pelas ruas que ficam perto do morro da Prainha. Conta que liga pros bagrões, mas o pedido nunca é atendido. ?Nós pagamos impostos e eles não cumprem o que é deles?, sinfeza. Seu Murara diz que até entende que um projeto pra arrumar divez o problema da água que escorre do morro seria algo demorado para ser implantado, mas pede que pelo menos a secretaria de obras dê um jeito temporário no local, pra que o povão pare de gastar e se incomodar tanto com o problema.

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