• Postado por Tiago

Um defunto pra lá de passado foi encontrado ontem de manhã em Porto Belo. O corpo tava escondido no meio de uma montanha de entulhos de construção, no estacionamento do balança-teta Café Pinhão, que tá desativado. Pelo estado do coitado, os peritos do instituto médico legal (IML) calcularam que ele tenha passado dessa pra uma melhor há pelo menos um mês. A puliça acredita que o cara foi assassinado.

Fazia alguns dias que a vizinhança da avenida Colombo Machado Salles, no bairro Perequê, tava sentindo uma fedentina esquisita pelas redondezas. Ontem, por volta das 10h, um tiozinho que resolveu despejar lixo onde não devia, no terreno que servia de estacionamento pro Café Pinhão, descobriu a causa do cheiro esquisito.

Ele mexeu num tijolo que tava no meio de uma pilha de restos de construção e deu de cara com uma imagem que não vai esquecer tão cedo: um corpo tava escondido entre a bagulheira.

O tiozinho correu pra avisar a puliça, que tirou o entulho de cima do morto. A situação tava tão feia, que só foi possível perceber que se tratava de um homem, mas não deu pra identificar as roupas que ele vestia quando foi pro além, sua idade, nem a cor de sua pele ou dos cabelos.

Os peritos do Instituto Médico Legal (IML) de Balneário Camboriú, que recolheram o defunto, calculam que ele tenha morrido há pelo menos 30 dias. Não deu pra precisar o que causou a morte, mas o delegado Luiz Carlos Huffe, de Porto Belo, que ficou com a responsa pelo caso, acredita que o cara tenha sido assassinado. “Se não tivesse sido assassinado, não teriam se dado o trabalho de cobri-lo com entulho”, diz.

O dotô comentou ainda que o local onde o corpo foi achado costuma ser frequentado por moradores de rua, que se reúnem pra tomar uns goles e volta e meia se metem em arranca-rabos. Por isso, a puliça acredita que o morto seja um andarilho.

Como tá muito difícil descobrir a identidade do morto, e não teve nenhum registro de desaparecidos em Porto Belo nos últimos tempos, o coitado será enterrado ainda hoje no cemitério da city, numa cova reservada pros indigentes.

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