• Postado por Tiago

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Christina Barrichello diz que abaixo-assinado é fajuto

O plenário da câmara de vereadores de Balneário Camboriú foi tomado por moradores do bairro Jardim Iate Clube na sessão de ontem à noite. Com faixas nas mãos, o povão armou o berreiro pra protestar contra a bocuda vereadora Christina Barrichello (PPS), que chamou de fajuto um abaixo-assinado feito pela comunidade pra afastar a diretora da escola do bairro.

O bafão começou na terça-feira, quando o líder da oposição, vereador Dão Koeddermann (PSDB), usou a tribuna pra lascar o pau na diretoria do colégio municipal Jardim Iate Clube. Com um abaixo-assinado ? que continha mais de 300 caneteadas ? na mão, o tucano leu o pedincho da comunidade, que acusa a direção de estar fazendo vistas grossas à segurança e ao aprendizado dos alunos. Dão foi interrompido por Christina, que é líder do governo na casa. Ela carcou que se tratava de uma baita mentira e disse que o abaixo-assinado tinha sido manipulado com intenções politiqueiras.

Injuriado, ontem o povão apareceu na câmara com nariz de palhaço e cartazes afirmando que o abaixo-assinado era legítimo e puxando a orelha da Pink. ?Ela questionou as assinaturas porque não foram só pais de alunos que assinaram. Só que a reclamação é de toda a comunidade?, carcou A.B., 36 anos, mãe de um aluno da escola.

Christina, que não gostou nadinha do fuzuê, tomou a palavra e descascou no lombo do presidente da casa, vereador Moacir Schmidt (PSDB), que segundo ela não costuma liberar manifestações no plenário e desta vez ficou quietinho. A resposta do manda-chuva foi que o plenário tava cheio de mães e ele não fecharia a porta pra elas na semana das mamis. A artilharia da vereadora partiu então pro colega Dão. ?Não mamei nas tetas do governo porque não sou como o senhor?, carcou sem dó.

Pros berracentos, a Pink disse que a diretora não sai do cargo nem que a vaca tussa, e completou mandando o pessoal tomar cuidado. ?A verdade tem várias faces e vocês podem ter magoado alguém?, lascou.

Diz-que-me-diz

O que as mães queriam mesmo era pedinchar o afastamento da diretora. Elas reclamam que o colégio virou a casa da mãe Joana e pessoas estranhas conseguem entrar e sair quando bem entendem. Além disso, a muié não teria muito jeito pra tratar com os pequerruchos. ?Ela chegou a tirar o tamanco e dizer que sua vontade era jogar na cara das crianças?, acusa Luciana Martins, 34 anos, que tem uma filha na escola.

?Se ela tem filhos, nem pra dirigir a casa dela ela serve?, lascou A.O., 44, que tem uma menina de 13 no colégio. Ela diz que sua filha, que é negra, estaria sofrendo preconceito na escola e a direção não faz bulhufas pra resolver a situação. Outra que sentou o pau na diretora foi A.S., 51. ?Pra diretora ela não serve. Não viemos aqui pra falar mentiras?, carcou.

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