• Postado por Tiago

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Dona Clara espera o loteamento prometido

Os moradores da rua João Dalmolin, na Canhanduba, em Itajaí, tão lascados. Precisam fazer reformas nas suas casas, mas a prefeitura não libera as licenças e vive mandando a fiscalização pra embargar as obras. A alegação é a de que os moradores invadiram uma área de preservação permanente.

A comerciante Eucléia Canuto, 38, mora à beira do rio Canhanduba. A cada chuva forte, a água invade sua casa. Ela tenta construir uma meia aguinha de madeira em cima do mercadinho que toca no mesmo terreno. A prefa não libera a obra.

Eucléia diz que o pessoal da secretaria de Habitação prometeu levar sua família prum novo loteamento popular, que nem mesmo começou a ser construído. ?Queremos melhorar nossa casa, mas não deixam a gente construir nem mudam a gente de lugar?, revolta-se, lascando que em época de eleição tudo quanto é político anda por lá fazendo promessa.

A dona de casa Clara Maria da Silva, 62, também aguarda uma casa no loteamento prometido. Ela vive num casebre sem água encanada, mesmo morando pertinho de uma das estações de tratamento do serviço Municipal de Água e Saneamento (Semasa).

Paulo Praun, secretário de Urbanismo da prefa, explica que não pode liberar obras no local porque além do pessoal não ter escritura dos imóveis, está numa área de preservação ambiental.

Neusa Maria Vieira, secretária de Habitação, admitiu que o loteamento popular prometido e que poderia ser a solução do povão que mora na área invadida da Canhanduba nem mesmo começou a ser construído. Ela diz que o projeto estaria com problemas técnicos por culpa do governo anterior e por isso preciso ser refeito.

Neusa prometeu enviar um engenheiro e uma assistente social da secretaria de Habitação no local pra ver se tem alguma casa correndo risco de cair. Se for comprovado o perigo, a abobrona promete levar os moradores pra um local seguro.

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