• Postado por Tiago

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Ladrãozinho foi surrado até à morte com corrente de bicicleta, pauladas, pontapés e pedradas

O pedreiro Marciano Dezulinski, 25 anos, acusado de furtar uma bicicleta, foi morto a pauladas, pedradas, correntadas, e pontapés na manhã de ontem, em Itajaí, pelo povão revoltado. O linchamento aconteceu na rua Cristiano Nascimento, no Brejo, bairro Cordeiros, em Itajaí, por volta das 10h.

A polícia apurou que o povão resolveu fazer justiça com as próprias mãos, depois que descobriu que Marciano teria passado a mão grande em uma bicicleta, no bairro. Ao ver a safadeza, os moradores da rua se juntaram e saíram em perseguição ao pedreiro. Desesperado, Marciano entrou na casa de uma tiazinha que mora no bairro, mas foi escorraçado pela mulher assustada. Quando saiu na rua, começou a selvageria. Ele ainda conseguiu se livrar dos agressores, correu cerca de 30 metros, mas não guentou o tranco e caiu morto estirado no meio da rua. Durante o espancamento, os agressores tiraram a corrente da bicicleta que foi usada como uma espécie de açoite para surrar o infeliz.

Os milicos foram chamados para atender a ocorrência, mas ao chegar ao local da brutalidade não tinham mais nada a fazer pelo coitado. O corpo de Marciano foi recolhido pelo pessoal do IML. A necropsia confirmou a morte por espancamento. O golpe de misericórdia pode ter sido uma paulada que Marciano tomou na cachola.

No local do crime foram encontrados pedaços de pau, a corrente da bike que foi usada para espancar o coitado e pedaços de lajota. A polícia Militar informou que Marciano não tinha nenhuma passagem pela justa, mas não descarta a possibilidade de que ele estivesse envolvido com a bandidagem do mundo do tráfico de drogas e estaria no bairro atrás de bagulho.

Depois da crueldade, os agressores sumiram da rua e a vizinhança resolveu fazer boca de siri e dizer que não sabia quem tinha incitado o espancamento. O delegado da 2ª delegacia, Procópio Batista da Silveira Neto, disse que nesses casos o crime se enquadra como homicídio doloso, mas que é preciso prosseguir com as investigações para saber o que realmente aconteceu.

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