• Postado por Tiago

Super Simples é um arrego dado só pra micro e pequenas empresas

Começou segunda-feira, dia 4, e vai até 29 de janeiro o prazo para que micros e pequenos empresários façam a adesão ao sistema de pagamento de tributos chamado Simples Nacional ou Super Simples. O sistema unifica num boleto só o pagamento de impostos e contribuições, além de dar arregos tributários para as firmas miúdas.

A novidade para este ano é que a micro ou pequena empresa que entrar no Super Simples pela primeira vez vai poder parcelar dívidas de impostos em até 100 vezes. Até então, somente empresas que já faziam parte do sistema é que poderiam negociar sua velhaquice num prazo de até 120 meses.

A grande vantagem do Super Simples, explica Luiz Carlos Gonçaves, presidente do sindicato dos Contabilistas de Itajaí (Sindiconti), é que ele isenta os empresários miúdos da contribuição patronal ao instituto Nacional do Seguro Social (INSS) referente à folha de pagamento dos empregados. Uma empresa normal recolhe pro governo 27,8% sobre o que foi pago pra peãozada.

Outro arrego é em relação ao imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Enquanto um comércio normal chega a pagar 17%, quem tá cadastrado no Super Simples vai recolher no máximo 3%.

Tem que fazer as contas

O presidente do Sindiconti faz um alerta: entrar no Super Simples sem botar na ponta do lápis as vantagens, pode não valer a pena. ?É preciso ter uma análise cuidadosa, pois o recolhimento do Super Simples tem um efeito cascata, daí quanto mais perto do limite de R$ 2,4 milhões, mais imposto você recolhe e aí nem sempre é vantajoso?, explica Luiz Carlos.

Quem pode aderir

Só microempresas que tenham um faturamento de até R$ 240 mil por ano podem entrar no Super Simples. No caso das pequenas empresas, o limite sobe pra R$ 2,4 milhões. Cooperativas e empresas que tenham capital de outra firma ou que tenham sócio de outra empresa que lucre mais que os R$ 2,4 milhões tão fora do arrego.

O Super Simples unifica o recolhimento do ICMS, do imposto sobre produtos industrializados (IPI), no caso das indústrias, do imposto sobre serviços (ISS), do imposto de renda de pessoas jurídicas, além da contribuição para fins sociais (Cofins), da contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL) e do programa de integração social (PIS).

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