• Postado por Tiago

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O lugar tá arrombado, cheio de lixo e de cocô

Um imóvel abandonado na avenida Joca Brandão, centro de Itajaí, tá tirando o sono dos moradores das redondezas. A vizinhança reclama da tremenda sujeira no prediozinho número 515 e também bufa com os mendigos, que invadiram o local. ?Tá terrível. A gente já chamou a polícia e tudo?, diz uma das moradoras, que não se identificou.

O DIARINHO confirmou o abandono e a porqueira que tem por lá. Calcinhas, sutiãs, roupas queimadas, jornais, móveis velhos, garrafas e até merda por todo o canto fazem parte do cenário. O imóvel pertence ao Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina (Ipesc).

Em cada cômodo do prédio é possível encontrar um monte de lixo. Uma das vizinhas diz que durante a noite os mendigos e drogados se instalam na casa e fazem o mó auê. O cheiro de cocô infesta todo o ambiente. ?É um vandalismo, uma falta de respeito?, revolta-se.

Quando o portão do terreno tá aberto, os mais espertinhos transformam o pátio em estacionamento. Ontem de manhã, um motora botou seu carango lá, na mó caruda.

Criança foi assaltada

Outra vizinha relata que um menino, que mora nas proximidades, foi atacado um dia e teve seu casaco arrancado por um dos malacos que frequentam a casa abandonada. A indignação da vizinhança é ainda maior, porque a casa abandonada fica coladinha na delegacia de polícia.

Projeto de reforma tá prontinho

Manfred Grimm, gerente de bens previdenciários do Ipesc, garantiu ao DIARINHO que o órgão tem um projeto pronto pra dar fim ao problema do prédio da avenida Joca Brandão. A intenção, afirma Manfred, é fazer a reforma total do lugar. A estrutura interna, assim como o pátio, ganharão aquela garibada. ?O projeto tá em fase de aprovação do grupo gestor do Ipesc?, disse.

Manfred disse que a decisão depende do cronograma de pautas da reunião do grupo gestor do órgão, mas a expectativa do bagrão é que até o próximo mês o projeto entre na fase de licitação. A reforma da casa do Ipesc na city peixeira vai custar aproximadamente R$ 200 mil. A intenção é que o imóvel seja ocupado depois por outro órgão do governo do estado.

Sobre a possibilidade de se contratar um guarda pra cuidar do prédio, Manfred admitiu que a ideia já foi debatida pela direção do Ipesc, mas foi barrada pela burocracia. ?Não é falta de interesse do Ipesc. A burocracia é muito grande pra contratação?, alegou.

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