• Postado por Tiago

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Dona Regina e seu Janir tão desesperados. Têm até 11 de setembro pra sair de onde estão

Se tudo continuar no ritmo em que está, daqui a menos de um mês seu Janir Milton Baldança, 58 anos, e a mulher, dona Regina da Silva, 48, estarão na rua da amargura. O casal ganhou da prefa de Itajaí o aluguel de uma casa, já que a baia onde morava foi interditada pela defesa civil. O problema é que o contrato do aluguel venceu e os dois terão que deixar o local até o dia 11 de setembro e não têm pra onde ir.

A casa deles fica na rua Abílio Corrêa de Mello, no bairro Cordeiros. Na enchente de novembro passado, a água chegou quase até o teto e detonou a baiuca. ?Se a gente ganhasse pelo menos a madeira nós arrumaríamos?, disse Regina.

Na casinha alugada pela prefa, que fica na mesma rua, vivem hoje o casal, a filha e os dois netos menores de idade. ?A minha esposa sofre de problemas cardíacos e tem epilepsia. A filha veio morar com a gente pra cuidar dela, já que não pode ficar sozinha?, explicou Janir.

A única renda do casal vem de seu Janir, que trabalha pela Engepasa como varredor de rua. O salário de R$ 465 é pouco pra pagar um aluguel ou consertar a casa estragada. ?Eu já procurei a prefeitura, mas não me deram uma solução. Eu não sei o que fazer. Não tenho pra onde levar a minha família?, disse o varredor, sem esconder o desespero.

Sem auxílio-moradia

Wagner Lúcio de Souza, secretário municipal de habitação, disse que não tava sabendo do perrengue do casal. O bagrão chegou a olhar a lista das famílias beneficiadas com o auxílio-moradia, mas seu Janir e dona Regina não estão cadastrados. ?Eu peço pra que esse casal venha até a secretaria de habitação pra a gente ver o que aconteceu?, disse o secretário.

O auxílio-moradia é um benefício da prefa de Itajaí que paga o aluguel de casas pras famílias que tão com as baias interditadas e não têm pra onde ir. A garantia de moradia é temporária. Só vale até que as baiucas novas sejam construídas.

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