• Postado por Tiago

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Pedaço da pedrona acertou a parede de uma casa

Mais de 100 toneladas de pedra foram pelos ares ontem à tarde, na Maravilha do Atlântico. A baita pedra que ameaçava despencar sobre 10 baias do loteamento Jardim Denise foi detonada com mais de 15 quilos de explosivos. Mesmo assim, ainda não foi desta vez que o pessoal que teve as casas interditadas pela defesa civil vai poder voltar pra casa. Geólogos contratados pela prefa analisaram que é grande o risco de um deslizamento de terra por ali.

A detonação da bruta reuniu uma renca de curiosos, e por pouco não causou uma tragédia. A área foi isolada pela polícia e pelos guardinhas de trânsito, mas os destroços voaram mais longe do que o previsto e quase causaram um acidente. Um pedaço grande chegou a abrir a parede de madeira de uma das casinhas interditadas. Apesar da maior parte da pedra ter se partido em pedacinhos, um bocado da rocha ainda ficou junto ao solo e deverá ser retirado hoje pelos barnabés.

Dois problemas

O mandachuva da defesa civil na city, secretário de segurança Nilson Probst (PMDB), diz que a preocupação agora é com a possibilidade do morro vir abaixo. ?Aqui tínhamos dois problemas. Um deles é o da rocha, que tá resolvido. O outro é o fato do morro estar partido. Tem uma grande área de infiltração que pode causar um deslizamento hoje, amanhã ou daqui a 10 anos?, comentou.

Por causa do risco, as casas deverão continuar interditadas. As famílias que viviam ali e hoje moram por conta da prefa numa pousada, não poderão voltar. ?Vamos mandar um projeto à câmara pedindo pra dar um auxílio por mais um tempo a essas pessoas, pra que possam pagar um aluguel?, disse Nilson. A ideia é dar essa mãozinha ao pessoal até que fiquem prontas as baias que tão pra ser construídas através do plano de habitação da city, no bairro das Nações e na Barra.

Mas a proposta não convenceu a cozinheira Sandra Nunes, 43 anos, que bateu pé e não quis saber de sair de sua casa. ?Não deixei nem colocarem a placa de interditado. Só saio daqui se me arrumarem uma outra casa. Não vou pra nenhum outro lugar?, diz.

Com o filhinho de um ano no colo, ela garante que não tem medo que uma tragédia possa acontecer. ?Já moro aqui há 15 anos e não é agora que vai acontecer alguma coisa. A gente tem que ter medo é dessa explosão que eles fizeram, que mandou pedra pra todo lado. Tive que correr com o meu menino e por pouco uma pedra não me acertou?, diz. A detonação, feita pela empresa Explotec, custou à prefa R$ 4,5 mil.

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