• Postado por Tiago

A votação de um projeto de lei que prevê o pagamento de uma mesada de R$ 690 pro pessoal que foi retirado das casas que tão em área de risco causou um baita bafafá na sessão da câmara de vereadores de Balneário Camboriú ontem à noite. O arreguinho já tinha sido sugerido na época da administração do ex-prefeito Rubens Spernau (PSDB), mas na época o ministério público e o tribunal de contas catarina (TCE) cortaram as asinhas da prefa alegando que o benefício é ilegal. Depois de muito bate-boca, os edis acabaram aprovando a proposta.

A ideia do prefeito Edson Periquito (PMDB), que mandou o projeto pra casa do povo, é dar a graninha pro pessoal que, por conta da chuvarada que rolou em novembro do ano passado, não tem mais onde morar. É o caso do povão do loteamento Jardim Denise, que foi retirado de casa pela defesa civil por conta do risco de deslizamentos no local. Com o dindim, pago por seis meses, o pessoal vai ter como pagar aluguel.

O problema é que uma proposta bem parecida, feita pelo governo anterior, já ganhou um não bem grande do ministério público e do TCE. Na época, o galego Spernau tinha sugerido pagar o aluguel pras 11 famílias que foram retiradas de suas baias na rua Síria, bairro das Nações, mas acabou desistindo quando soube que a ideia podia acabar em um baita processo contra ele.

O procurador da prefa, Marcelo Freitas, disse que não acredita que a proposta feita por Periquito possa trazer algum perrengue. “O que o TCE barra é que a prefeitura faça a locação pras famílias. O que estamos sugerindo é um auxílio financeiro, como o auxílio-reação do governo do estado”, disse. O vereador Dão Koeddermann (PSDB), líder da oposição na câmara, também acha que não tem nenhum problema com a ideia. “São projetos diferentes”, afirmou.

Mas o também vereador tucano João Miguel Tatá (PSDB) achou que nesse angu tem caroço e falou de sua preocupação durante a sessão da câmara da noite de ontem. O bate-boca foi tão grande que a líder do governo, vereadora pink Christina Barrichello (PPS), interrompeu a sessão pra que os edis entrassem num acordo. Depois do plá, os vereadores acabaram votando a favor do projeto.

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