• Postado por Tiago

Mais de 500 barnabés não deram as caras na prefa da Maravilha do Atlântico durante todo o mês de julho, com a desculpa de que precisam de cuidados médicos. De janeiro a junho, o número foi ainda maior. Quase 800 funcionários apresentaram licença saúde e tiraram um tempo do serviço, sem perder o salarinho no final do mês. Os números fizeram o prefeito Edson Periquito (PMDB) ouriçar as penas e mudar as regras de perícia pra acabar com o oba-oba.

A desconfiança começou porque a maior parte dos barnabés dodóis alega ter algum problema psiquiátrico, como estresse ou depressão, que são difíceis de contestar. Pra completar, boa parte deles recorre a médicos de fora da city pra conseguir o arreguinho. “Têm muitos atestados assinados por médicos de Navegantes, por exemplo, que nem ao menos é um centro de referência”, conta a vereadora Christina Barrichello (PPS), líder do governo na casa do povo, que trouxe a história das licenças à tona durante uma reunião com representantes da associação comercial do Balneário (Acibalc), na manhã de ontem.

A pink diz que os abobrões ficaram sabendo até de gente que tirou licença e tá aproveitando o tempo livre pra trampar em outro lugar. “É uma questão delicada. Isso tem que ser verificado, porque a falta dos funcionários efetivos obriga a prefeitura a contratar ACTs, e causa um transtorno financeiro”, afirma.

O secretário de administração, Marcos Weissheimer, tava ontem em Brasília e não foi encontrado pra comentar o caso. Mas a assessoria de imprensa da secretaria confirmou que a prefa tá implantando novidades pra tentar diminuir o número de licenças.

As mudanças vão rolar na perícia médica, que todo barnabé que tá de folga por problemas de saúde precisa fazer. Antes, o laudo era feito por três dotôres: um clínico geral, um ortopedista, e um infectologista, que também tem formação em medicina do trabalho. Agora, um psiquiatra se juntou ao time e vai poder dizer se tem mesmo tanta gente estressada pelos corredores da prefa. A vereadora Christina diz que caso fique comprovado que os atestados apresentados são fajutos, não tá descartada a possibilidade de denunciar o médico responsável pelo deslize ao conselho regional de medicina (CRM).

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