• Postado por Tiago

Máquinas da prefa de Porto Belo botaram na chón três casinhas que tinham sido erguidas em área de preservação, às margens da SC-412. A demolição rolou depois que o ministério público deu um puxão de orelha nos abobrões e mandou melhorar as bizolhadas na região. Outras construções que ainda continuam de pé seguem na mira da dona justa.

A derrubada das baias rolou na sexta-feira, depois que um comparativo entre fotos feitas antes e depois de um acordo firmado entre a prefa e o MP, pra conter a ocupação no local, apontou que novas construções tinham sido erguidas nos últimos tempos. Três casinhas e um muro que cercava um terreno, que fica em frente ao shóppis Porto das Águas, acabaram detonados.

O perrengue começou no ano passado, quando entidades não-governamentais botaram o zóião nas construções. A ong Porto Ambiental, junto com as associações dos bairros Vila Nova, Perequê, o pessoal da reserva do morro de Zimbros e a Pastoral da Criança decidiram dedurar a sacanagem ao ministério público.

Na época, a promotora Lenice Born da Silva pediu à prefa que intensificasse as bizolhadas na área. Os abobrões se coçaram e embargaram as obras que tavam surgindo sem autorização da prefa, nem licença ambiental.

Como as casitchas continuavam pipocando, em fevereiro rolou uma reunião entre a prefa, o MP, representantes da Casan, da Celesc, das entidades que tinham dedurado as construções e moradores que tavam com as baias a perigo. Desde então, ninguém mais recebe ligação de água e luz na área e tá proibido qualquer tipo de obra, até mesmo reformas.

Pra garantir que a ordem tava sendo cumprida, em março os abobrões de Porto Belo estiveram no local e fotografaram as construções. Na semana passada, eles fizeram novos retratos, e apareceram novas casinhas no pedaço. Foram essas baias novas que foram pra chón.

A procuradora da prefa, Elaine da Cruz, comentou que outras casas ainda correm o risco de serem demolidas. “Ainda vamos verificar se tiveram projeto aprovado pela prefeitura. Caso contrário, poderão ser derrubadas”, avisou. A promotora Lenice não quis comentar o caso.

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