• Postado por Tiago

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Cachorrinhos de Navega não têm pra onde ir

Ainda não foi desta vez que os animais de rua de Navega city vão ter um tratamento digno. O sonho de ter um centro de zoonoses com sala de cirurgia pra castração e um canil público durou 60 dias e terminou melancolicamente com a demissão da coordenadora do departamento de defesa animal, Cristina Freitas. A justificativa da prefa é que eles tão trampando com um orçamento apertado, herança da administração passada, que não tinha previsto verba pra cuidar da bicharada

Enquanto isso, a galera que se preocupa tanto com a saúde dos bichos quanto dos humanos, tá apelando à Associação Itajaiense de Proteção Animal (Aipra) pra tirar os animais das ruas. Ontem mesmo, os funcionários da Naveship ligaram pra ong tirar uma cadela que pariu vários filhotes embaixo de um contêiner no pátio da empresa. ?Nós não podemos mais fazer um serviço que deve ser de competência da prefeitura. Ainda demos um prazo pra eles se estruturarem e pagamos do nosso bolso até conta de veterinário, mas o que recebemos em troca foi o fim do trabalho?, argumentou Roberto Pereira, da Aipra.

?A vigilância sanitária cuida dos animais doentes, não de animais saudáveis. Nós ainda estamos em fase de projeto do centro de zoonoses, que não é uma coisa barata. Queremos ver se no segundo semestre conseguimos fazer uma campanha de castração, mas ainda não tem nada certo?, justificou o secretário da saúde dengo-dengo, Almir Ricobom. O secretário disse que não foi extinto o departamento de defesa animal porque ele nunca existiu.

?Antes, os animais eram de competência da secretaria de agricultura e agora é da saúde. Departamento só se cria por força de lei e não tinha departamento algum. A Ana Cristina era funcionária da secretaria de agricultura e foi demitida, só isso?, alegou. Almir confirmou que ninguém foi colocado no lugar de Cristina, que também é voluntária da Aipra. ?Esse pessoal da Aipra só pensa no umbigo deles. Aqui em Navegantes nunca teve nenhum trabalho neste sentido e não se faz um centro de zoonoses ou canil sem previsão orçamentária?, justificou. Almir disse que ainda não se sabe onde será o canil.

Cristina conta que ficou dois meses trampando em Navega sem estrutura alguma. ?Não tinha carro pra resgate, nem combustível, e até o pessoal da limpeza do canil eu paguei do meu bolso?, relata. Ela disse que recebeu 180 chamadas em 60 dias, e improvisou um canil no horto por não terem dado nenhum outro local. ?E quando eu fui demitida, escoltada para tirar as minhas coisas naquele dia, deixaram os portões abertos pros 28 animais fugirem. Alguns foram atropelados, um horror?, conta.

Ela disse que agora vai se dedicar à causa em Itajaí, onde o trabalho em defesa dos animais de rua tá mais adiantado. ?Depois de tantos anos de luta, felizmente agora o canil de Itajaí tem veterinário, separam os animais doentes dos sãos e trabalhamos em parceria pra cuidar dos animais de pessoas carentes?, comenta. Cristina também disse que vai organizar uma campanha de castração na cidade peixeira e que já tá agilizando os patrocinadores.

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