• Postado por Tiago

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Walendowsky acha que estado deve construir o centro de eventos

A construção de um centro de eventos na Maravilha do Atlântico tá causando mó saia-justa entre a prefa e o governo do estado. O prefeito Edson Periquito (PMDB) quer que o terreno da Santur seja doado ao município, e vai contratar uma empresa pra fazer um projeto pra área. Enquanto isso, o vice-governador Leonel Pavan (PSDB) mexe os pauzinhos pra erguer um pavilhão com grana da Santa & Bela. ?Qual município não aceitaria receber uma obra deste porte dentro de sua área e com infraestrutura totalmente paga pelo estado??, carca o vice.

O perrengue se arrasta há alguns meses, mas ganhou um novo capítulo quando o homem-pássaro pedinchou ao governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) que doe o terreno pro Balneário, de papel passado. O todo-poderoso prometeu estudar o caso, mas enquanto não dá uma resposta, novas versões pra essa história não param de pipocar.

O secretário de planejamento, Claudir Maciel (PPS), jura que a área já pertence ao município desde 2005. ?A lei que passava o terreno pro município não fala em comodato, como se dizia?, garante. Mas essa versão é desmentida pelo mandachuva da Santur, Valdir Walendowsky. ?Tinha sido feita uma doação ao município em forma de comodato, mas a prefeitura devolveu o terreno através de um ofício?, explica. O problema é que com o tal comodato, depois de 20 anos a área teria que voltar pras mãos da Santur, e o que tivesse sido construído em cima também.

Valdir diz que a possibilidade de doação definitiva até existe, mas é um processo complicado porque a Santur tem vários acionistas além do governo, e seria preciso todo mundo dizer amém pra proposta. ?É burocrático, mas não podemos fugir disso?, reconhece.

A insistência da prefa em querer a posse do terreno é pra fazer um centro de eventos babilônico. O abobrão do planejamento diz que a ideia é construir, além de um pavilhão pra feiras, um parque ambiental, parque aquático, estacionamento e área pra shows. ?Nós queremos usar, além do espaço que pertence à Santur, outros 240 mil metros que são da Emasa, onde tão as lagoas de tratamento?, explicou Claudir.

Ele já pedinchou ao prefeito que abra uma licitação pra empresas interessadas em fazer o projeto, mas ainda não sabe quanto a brincadeira poderia custar. Uma boa parcela da grana sairia dos cofrinhos da prefa, que tão recheados com o dindim dos impostos do povão. ?Parte seriam recursos do município, parte do governo do estado e do governo federal, e o restante de recursos privados?, afirma.

Megalomania

Mas pros lados do governo da Santa & Bela, a conversa é outra. A turma da capital tem três projetinhos pra área. O primeiro seria feito num esquema com empresários espanhóis, interessados em investir na região. O outro, através de grana dos fundos de pensão. E o terceiro, que saiu de um plá entre o vice-governador tucano e o secretário de turismo, Gilmar Knaesel (PSDB), esta semana, seria bancado inteiramente pelo estado.

A ideia é que o governo, que é dono do terreno, banque a construção de um centro de eventos que seria o maior do Brasil, com 18 mil metros quadrados. O investimento ficaria entre R$ 30 e 40 milhões, e depois de tudo pronto, a promessa é que a prefa ganharia a construção de mão beijada pra administrar. A justificativa é que seria difícil convencer a politicagem a doar o terreno, e depois ainda mandar recursos pra que a prefa tire o projeto do papel. ?Melhor seria o estado construir, a não ser que o município já disponha de recursos específicos para tal?, cutuca Pavan.

No meio do fogo cruzado, o chefão da Santur bem que tentou tirar o dele da reta, mas acabou concordando com Pavan. ?Não sei se a prefeitura deveria ou não assumir o projeto. Mas quem tem maior poder de fazer é o estado, sem dúvida?, lascou.

Ele diz que a demora em tirar o centro de eventos do papel é porque se trata de um empreendimento complexo. ?Não precisa ser o centro de eventos mais bonito, mas o melhor. Balneário Camboriú tem um nome a zelar, e o terreno ali tem muito valor?, considera.

Valdir afirma que é uma obra pra ser muito bem pensada. ?Tem que atender as necessidades do mercado de feiras, senão corre-se o risco de acabar perdendo eventos. E a concorrência é grande?, avisou.

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