• Postado por Tiago

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A casa da advogada fica na avenida Transtorno Sul

A advogada Soraya Sagaz, 27 anos, acusa a prefeitura de Itajaí de botar empecilhos para que ela possa continuar a reforma de sua casa, iniciada em maio, na avenida Vereador Abraão Francisco, a Transtorno Sul, número 1.260, pertinho da Univali, em Itajaí. A justificativa dos abobrões da secretaria de Urbanismo é que a obra tá avançando no recuo entre a calçada e a parede da residência. Soraya garante que não mexeu na distância da baia, apenas tirou a grade pra agora colocar um muro. ?Nada foi modificado, a frente da casa continua intacta?, afirmou.

Depois de sua residência ser atingida pela enchente de novembro passado, Soraya decidiu levantar a casa. A fiscaliação da prefeitura parou a obra no dia 20 de maio com a alegação de que o serviço tava errado. Seria preciso deixar um recuo da frente da casa e, por isso, o muro não poderia ser construído.

Com a ameaça de uma outra enchente, a advogada tá correndo atrás da prefa pra que seja liberada logo a construção. Ela tem medo que sua baiuca fique cheia de água novamente. ?Já tô sofrendo com as chuvas que assolam a região e a depreciação do material de construção?, comentou.

Soraya comparou sua situação com um prédio que tá sendo levantado na rua Alfredo Eicke, na Barra do Rio, nos Cordeiros. Ela denuncia que a tal construção, ao lado da loja de peças e acessórios Coremma, foi levantada sem o recuo exigido pela secretaria. ?O rico pode invadir a calçada, não precisa respeitar a legislação municipal, ele pode pagar e comprar tudo?, lascou a devogada, continuando. ?O pobre, coitado, não pode melhorar sua qualidade de vida, tem que ficar embaixo d?água após uma enchente, enxurrada?.

Agora, a prefeitura ameaça demolir a obra da advogada. Há 15 dias a secretaria de Urbanismo mandou um comunicado por correio informando que se a mulher não se adequasse à lei, tudo iria para os ares.

Obra pode ser mesmo demolida

Patrícia Dias, fiscal da secretaria de Urbanismo, explicou que a lei municipal de zoneamento e uso do solo não permite que a construção de Soraya vá adiante.

Depois que a advogada foi notificada pela secretaria, no dia 11 de setembro, uma comissão avaliou a construção do muro e confirmou que a advogada tá utilizando o recuo da frente da residência, o que é proibido. ?Lá tem toda uma estrutura e um pilar que caracterizam varanda?, informou Patrícia.

A fiscal disse ainda que Soraya tem que apresentar sua defesa até hoje, quando o prazo vence. Caso contrário, o processo será encaminhado pro setor jurídico da prefa. Pode demorar um tempinho, mas a demolição vai acontecer.

Em relação à obra ao lado da Coremma, a fiscal garantiu que os casos são iguais. O dono da construção também se lascou: já foi multado por estar construindo irregularmente e o caso também foi encaminhado para a procuradoria da prefa e vai acabar na dona justa.

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