• Postado por Tiago

EP---Vereadora-Maria-Flor---Foto-Felipe-VTMaria Flor disse ser impossível analizar projetos em cinco minutos

Faltavam 10 minutos para iniciar a sessão extraordinária, às 9h, quando o secretário de Articulação Política da prefa dengo-dengo, Jair José Vavassori, o Vavá, distribuía nas mesas dos vereadores três projetos para serem votados naquela hora mesmo. Três propostas foram protocoladas no horário da sessão, sem que os vereadores pudessem dar uma bizolhada no texto com antecedência e fazer suas análises. Pelo bom senso, a prefa retirou um deles, que tratava do plano de carreira do magistério. O mais polêmico, da renovação do contrato com a fundação de São Camilo na administração do hospital de Navega, – foi aprovado sem maiores problemas.

Até os vereadores conseguirem se entender na manhã de ontem, já haviam passado 30 minutos. Os ?oposicionistas? Marquinhos da Silva (PT) e Fredolino Alfredo Bento (PMDB) já se mostravam contrários aos principais projetos. ?Eu ainda nem recebi, nem sei o que entrará?, falou Lino às 8h55. Já Marquinhos, ficou sabendo da proposta do plano de carreira dos professores um dia antes e disse ter procurado alguns deles para ver a situação. ?Não foi feita nenhuma reunião com a comissão de educação para tratar do assunto. O pessoal da educação especial e da informática não está incluído no projeto. Sendo que a maioria dos professores nem ficou sabendo da existência dele. Vou pedir vistas?, falou o petista, que em 2010 assumirá a presidência das comissões da Câmara de educação e saúde, e promete que vai fiscalizar melhor estes tipos de medidas.

Pau na prefa

A atual presidente da comissão de Justiça e Redação Final, Maria José Flor (PMDB), era outra que estava indignada com a entrada dos projetos no mesmo dia. ?É impossível analisarmos estas propostas em cinco minutos. (..) Espero que a próxima presidência não deixe isso mais acontecer, porque já está virando prática comum na Casa?, reclamava. Sua indignação foi tanta, que conseguiu convencer o Governo, na presença do articulador Vavá, a retirar o projeto do magistério da pauta. ?As comissões terão 15 dias para analisar e poderá ser feita uma sessão extraordinária no início do ano para votar este projeto?, mandou ainda o presidente da Câmara, Alcídio Reis Pêra (PMDB).

No entanto, como estava em regime de urgência, o projeto que renovaria o contrato com os camilianos no hospital precisou ser votado. A proposta não previa sua retirada para novas análises, o que deixou os vereadores com as mãos atadas: era sim ou não.

Emendas

Para resolver o impasse, foi realizado um intervalo de cinco minutos que se transformaram novamente em meia hora, para realizar três importantes emendas. A primeira emenda aditiva foi proposta por Maria Flor. No projeto da prefa, o município poderia renovar o contrato com a fundação São Camilo sem a autorização da Câmara. Phode? O artigo foi modificado, e ainda incluía um membro do Conselho Municipal de Saúde nas decisões.

Outra emenda proposta por Fredolino foi o envio de um balancete trimestral das contas do hospital ao Legislativo. ?Ouvimos rumores de que a prefeitura estava repassando mais verbas do que está no papel. O balanço vai nos deixar fiscalizar coisas deste tipo?, mandou.

Marquinhos também lembrou da situação do transporte de pacientes de um hospital ao outro, que não estava especificada no projeto. Atualmente, o serviço é prestado pela ambulância dos vermelhinhos voluntários que recebe uma graninha mensal da prefa. ?Mas isso não é de competência dos bombeiros?, explicou. Maria Flor também argumentou a questão e disse que mais para frente, ou seja, ano que vem, este assunto será retomado na Câmara.

Cadê os vereadores?

Durante a sessão especial, dois vereadores não estavam presentes: o 1° secretário Donizete José da Silva (PSL) e o vereador Waldelir Guarezi (PSDB), o Badeco. A falta dos dois foi confirmada pelo presidente Cidinho, que aceitou as desculpas. Badeco, no entanto, voltou à Casa do Povo há poucos dias. Ele estava licenciado da Câmara, pois assumiu a sub-prefeitura das Pedreiras no governo de Roberto Carlos de Souza (PSDB).

Evandro Argenton (PSDB), que estava na suplência de Badeco compareceu a sessão, mas ficou na plateia. ?Estou muito chateado com essa situação. Eu não precisaria ter saído só para a votação da Mesa Diretora. Eu poderia ter votado, só não poderia ser votado?, argumentou. O homi afirmou que agora não quer mais voltar a Câmara e que só aceitará um convite de Bob Carlos para um trampinho na prefa. ?Eu conversei com ele e me apresentei disposto a assumir a secretaria de desenvolvimento econômico. Hoje, ela está com o vice-prefeito, Emílio da Silva, mas ele não é secretário, não busca empresas para a cidade. Ele é vice-prefeito, está sempre com o povo?, lascou.

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