• Postado por Tiago

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Ponto teria sido construído pelos barnabés com material reaproveitado

Uma parada de ônibus que vale ouro tá causando perrengue em Balneário Camboriú. A secretaria de obras diz que gastou R$ 15 mil pra botar o ponto em pé, mas o vereador João Miguel Tatá (PSDB), que já foi abobrão da pasta na administração do ex-prefeito Rubens Spernau (PSDB), carca que a empreitada não pode ter custado tanto. ?Não digo que não tenham gastado isso, mas afirmo que o ponto não custa R$ 15 mil?, lascou.

A parada de busos da discórdia fica na avenida do Estado, na altura da rua Inglaterra. A prefa decidiu dar uma repaginada na área, e ergueu um ponto novinho em folha. Durante a obra, foi dependurada uma placa informando o custo da novidade.

O valor anunciado deixou o vereador Tatá com os cabelos em pé. Na sessão de ontem, na casa do povo, ele pedinchou ao prefeito Edson Periquito (PMDB) papélis que comprovem no que foram investidos os 15 mil reales. ?O que me levou a fazer o requerimento foi o absurdo do valor que anunciaram?, diz Tatá.

O vereador diz que, no tempo em que era diretor geral da secretaria de obras, fez paradas iguais com um terço do preço. ?Fizemos um ponto idêntico àquele no entroncamento da rua Panamá. Não lembro mais do valor exato, mas não chegou a R$ 5 mil?, garante.

Ele acha que o valor até se justificaria se o ponto tivesse sido construído na base da licitação, mas não do jeito que foi, pelos próprios barnabés. ?Se a obra fosse licitada, teria ainda o lucro da empresa. Mas foi a própria secretaria quem fez?, carcou.

O vereador bizolhudo diz que parte do material foi reaproveitada e não custou nadinha. ?Eu reparei que até as telhas que eles usaram são do ponto antigo. A armação também já tava pronta, não foi feita nova. O que eles colocaram foi meio-fio, paver, e pra isso não tem como gastar R$ 15 mil. Quero que esclareçam onde gastaram isso?, ataca.

Mal-entendido

O secretário de obras da Maravilha do Atlântico, Valmir Pereira, diz que foi tudo um mal-entendido. ?O que colocamos na placa não foi só o ponto em si. Entrou no valor toda a reurbanização ao redor?, afirma.

Ele diz que o vereador fez confusão porque o ponto é duplo. ?Há quatro anos, cada ponto custava perto de R$ 4 mil. São duas paradas, e se considerarmos que nesse tempo teve um aumento de 20% nos materiais, chegamos quase aos R$ 15 mil?, faz as contas.

O secretário diz ainda que, no valor divulgado, incluiu também o material que já tava no estoque da secretaria, como tijolos, e seis rampas de acessibilidade. ?Foi uma melhoria que tentei fazer e tá dando tanta polêmica. Quis justificar os gastos totais e entenderam isso como superfaturamento?, siqueixa. Ele desafia Tatá a achar um precinho mais camarada. ?Quero que façam o orçamento pra comprovar que o preço é esse mesmo?, lascou.

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