• Postado por Tiago

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Turistada percebe a sacanagem e se afasta do local fedorento

Pra escamotear um riacho de água fedorenta que desagua nas areias da praia de Balneário Camboriú, na altura da rua 2400, a prefeitura da cidade passou a jogar areia sobre o córrego. A gambiarra, além de não resolver o problema, revolta turistas e comerciantes que atuam na região. Os abobrões da empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa) garantem que não se trata de esgoto e sim de um escoadouro de água da chuva.

Esgoto ou não a água fedorenta afasta turistada do local. Justamente na altura da rua 2400, há uma espécie de vácuo na areia da praia. Ninguém tem coragem de ficar por lá. O turista gaúcho Maximiliano Aragão, 32 anos, tratou de passar longe do local. Estranhou a areia fofa usada pra escamotar o riachinho de água podre e logo matou a charada. ?Eu que não vou pisar ali. Aquela água fede?, lascou.

A areia, disse uma fonte da própria prefeitura, é jogada durante a madrugada pra disfarçar o problema. ?Eles pensam que vão esconder o quê? A água aparece do mesmo jeito e fede. Se não é esgoto, o que é aquilo então??, questiona a a babá Nadir Medeiros Henrique, 54, moradora da cidade.

Quem convive todos os dias com o futum é o vendedor de milho verde Dileto Reffatti, 67. Ele é dono da banquinha 103, que fica bem ao da saída da água podre. Seu Dileto diz que ninguém bota a cadeira naquela área da praia. Para ele, não há dúvidas que a nojeirada afasta seus os clientes. ?Ontem (terça-feira) choveu e veio garrafa, pedaço de ventilador, tudo junto com a água suja que sai dali de dentro?, conta.

Abobrões juram que não é esgoto

Quem afirma que não é esgoto que corre por lá é o chefão da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa) de Balneário Camboriú, Ney Clivatti. O abobrão jura de mãozinhas postas que analisa a água de lá desde meados do ano passado e garante que não há indícios de cagança no líquido que escorre pela areia da praia. ?O que sai ali é água pluvial que fica nas galerias?, diz.

Clivatti explica que o líquido parado dentro das galerias apodrece com o tempo e quando rola uma brechinha ele acaba escorrendo pela saída que há sob o calçadão e indo para a areia da praia. Com isso, a água cai e fede pacas.

Pra resolver o problema, alega o chefão do Emasa, seria preciso fazer o engordamento da praia, mas a prefa não tem previsão de realizar a obra. Por isso, a prefeitura vai continuar jogando areia sobre o fio d?água cagado que corre pela praia.

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