• Postado por Tiago

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Marcelo diz que Jandir não cumpriu o que prometeu na tevê

Cansado de esperar pela boa vontade da prefa, o vereador Marcelo Werner (PCdoB) fez um desabafo durante a sessão de terça-feira na câmara, dizendo que as entidades tão passando mó aperreio com o corte de convênios e, no caso da Advir, com a falta do motora que era pago pela prefa desde 2003. Ele disse que viu o prefeito Jandir Bellini (PP), num programa de tevê, dizendo que ia dar um jeito na situação. Dois meses se passaram e nada mudou. ?Falei desde janeiro com secretários do bem-estar social, da articulação política, da logística, da saúde e todos prometeram resolver o impasse e até agora nada. Virou um jogo de empurra-empurra?, lascou o vereador.

Marcelo conta que através de parcerias, a associação de deficientes visuais conseguiu comprar o veículo que transporta os ceguinhos até o estudo ou trampo, mas que não tem verba para pagar um motora. A entidade tem um convênio na prefa no valor de R$ 54 mil por ano e esperava que se fizesse um aditivo pra contratar o profissional do volante. ?Se a prefeitura não pode contratar, poderia pelo menos fazer este plus no convênio para que a própria associação faça a contratação?, sugere.

O chefe de gabinete da belinelândia, Edison D?Ávila, disse que a prefa não pode contratar ninguém por causa de um termo de ajuste de conduta (TAC) assinado com o ministério público. O papéli impede as contratações para que se diminua o número de barnabés comissionados. Edison acrescenta que tá faltando motora em quase todas as secretarias. ?Pode perguntar pra saúde, pra educação se eles têm motoristas suficientes, não têm. Se a prefeitura não tem, como podemos dar pra Advir??, questionou. Ele disse que não recebeu o pedido de aditivo no convênio, mas que a situação tá apertada por causa da queda na arrecadação de impostos.

Meninos do Imaruí

Outro projeto social que tá pela bola sete é o da Associação Vovó Anália, presidida pela irmã Valci, que atende 120 crianças carentes no Imaruí. Lá, as crianças ficavam no contraturno, tendo reforço pedagógico, aula de artes, esportes, além das três refeições diárias. Com a enchente de novembro, as instalações ficaram detonadas e, pra piorar, o convênio da prefa foi cortado. ?Eles não têm recurso, mas continuam trabalhando no maior sacrifício. É um trabalho importante que não pode parar?, acredita o vereador.

Edison D?Ávila disse que o convênio foi cortado porque rolou uma denúncia e a prefa recebeu uma notificação da vigilância sanitária com um laudo desfavorável pra continuação do trabalho social. ?Ainda não sei se é por questão de higiene ou outro fator que impede que renovemos o convênio. Há até a possibilidade das crianças serem transferidas para outro lugar?, declarou. O chefe de gabinete disse que vai rolar hoje, às 14h30, uma reunião pra discutir o caso com o pessoal da vigilância sanitária, secretarias do desenvolvimento social e educação e a procuradoria do município.

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