• Postado por Tiago

A prefa de Balneário Camboriú envia nesta semana à câmara de vereadores a proposta de criação de uma guarda municipal armada. Antes mesmo de ser discutido, o projeto já é motivo de polêmica. O presidente da comissão de segurança da casa do povo, vereador Orlando Angioletti (DEM), acha que as decisão deve ser tomada com cuidado. “A guarda vai ter que dar resultado. Não podemos cometer o mesmo erro que cometemos quando criamos os agentes de trânsito”, carcou.

Pra ele, o cargo dos guardinhas, na época, foi criado na empolgação. “Achávamos que fazendo isso a PM teria mais tempo pro trabalho ostensivo nas ruas e não foi o que aconteceu. Eles sumiram”, acusa.

Angioletti acha que a city precisa de um reforço urgente na segurança, mas diz que pra botar gente trampando é preciso discutir o assunto tintim por tintim. “Não se trata de criar um novo cargo. Temos que saber qual a função dessa guarda, como vai atuar e a estrutura de trabalho. Não podemos aliviar a pressão que existe hoje tapando buraco de quem tem que cuidar da segurança, que é o estado”, lascou.

O secretário de segurança, Nilson Probst (PMDB), autor do projeto, disse que a ideia é botar a guarda pra trampar em espaços públicos, como pontos turísticos, escolas e postos de saúde. “Cada um na sua função, a polícia civil como judiciária, a PM como ostensiva e a guarda pra fazer esse tipo de segurança”, afirma.

Se a proposta for aprovada, vai rolar concurso pra 60 agentes, com salário de até R$ 1,5 mil. Questionado se os guardinhas não vão pesar no cofrinho da prefa, Nilson diz que pra ter segurança é preciso gastar. “Segurança custa caro e não se consegue fazer sem dinheiro”, lasca. Pelos planos da prefa, os guardas assumiriam o trampo no finalzinho do ano.

O delegado regional Ademir Serafim joga confetes na iniciativa. “Segurança só funciona quando o município também participa”, comenta. Ele alerta que é preciso rolar um bom treinamento pra que os novos agentes não façam lambanças pelaí.

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