• Postado por Tiago

Rolou sem ambulância um campeonato de artes marciais que reuniu aproximadamente 600 crianças e adolescentes em Balneário Camboriú, no final da semana passada. O organizador do campeonato, o mestre Valdir de França, diz que o problema aconteceu porque os profissionais da secretaria de Saúde só quiseram trabalhar se recebessem 200 pilas.

O evento, chamado de hapkidô educar, faz parte de um projeto social e é oferecido graças a um trampo voluntário, sem o apoio da prefeitura. O mestre conta que organizou tudo bonitinho pro campeonato rolar entre os dias cinco e seis no ginásio multieventos. Como estavam inscritos quase 600 pequerruchos de cidades vizinhas, pediu pra prefa ajuda pra garantir o atendimento de saúde aos ninjas-mirins.

Valdir afirma que entrou em contato com a secretaria de Saúde e foi informado que a ambulância custava R$ 200 pro plantão de final de semana. Como não tem um tostão no bolso, o mestre foi direto na prefeitura pedir o apoio. Na quarta-feira, antes do evento, recebeu a resposta. “A secretária do prefeito nos ligou dizendo que foi consentido o desconto da taxa”, conta.

Mas tudo não passou de promessa de político. Dois dias depois, Valdir recebeu a ligação do barnabé José Manoel Pereira, o Zé da Praiana, coordenador dos veículos da secretaria de Saúde. Pra surpresa do mestre, Zé passou outra informação. “Disse que eu tinha que ir lá pagar a taxa, R$ 100 pro motorista e R$ 100 pro enfermeiro”, relata.

Valdir retrucou dizendo que tinha conseguido a ambulância digrátis. O coordenador das carangas oficiais foi verificar a situação e retornou minutos depois informando que o pedido foi negado, já que o veículo teria que ser usado numa escola que faria a prova do exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Ele ainda disse que se a gente pagasse a taxa, poderíamos ter a ambulância”, disse o mestre de artes marciais, indignado.

Como desgraça pouca é bobabem, durante o campeonato uma das crianças sofreu uma luxação grave e precisou esperar para ser atendida pela ambulância do Samu. “Imagina se acontecesse algo de maior gravidade?”, questiona Valdir.

Motora e enfermeiro trampam por conta nos findis

Zé da Praiana diz que rolou um mal entendido. Explica que a ambulância é liberada pela prefa de graça, mas que os funcionários que trampam nela não são pagos pela prefeitura para trabalhar aos finais de semana. “Eles não quiseram atender, então não poderíamos fazer nada”, afirma, referindo-se ao motorista e o enfermeiro.

Quanto à transferência do veículo pro Enem, Zé confirma o caso, mas garante que outra ambulância ficaria à disposição de Valdir, caso o pagamento do motorista e do enfermeiro fosse feito.

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