• Postado por Tiago

Para não fazer um estrago ainda maior na city peixeira, assolada pela enchente de novembro do ano passado e os problemas que decorreram dela, o Ministério Público do Trabalho (MPT) permitiu que o contrato dos 900 professores ACTs fosse prorrogado até o final deste ano, mas impôs algumas exigências. A mais legal delas é a criação de uma orquestra juvenil com jovens de comunidades carentes no prazo de um ano, que serão formados no conservatório de música, segundo informou o procurador do município, João Paulo Bastos.

As outras exigências são a promoção de cursos de qualificação para estes ACTs para que, quando acabar o contrato temporário, possam se inserir no mercado de trabalho; promoção de cursos de qualificação para um número duas vezes maior de ACTs, ou seja, 1800 pessoas; reduzir a taxa de analfabetismo na city e fazer trabalhos sociais na perifa pra conscientizar a galera da necessidade de qualificação profissional.

Mas o MPT deixou claro que só tá dando arrego por causa do aperreio que a cidade passou nos últimos seis meses e por não querer agravar o desemprego, que já tá phoda desde que a economia começou a andar pra trás com a semi-paralisação das atividades portuárias. Isso porque, segundo o MPT, a contratação temporária não é a ideal pra prestação de serviço público.

Pra quem não tá ligado, as medidas compensam o descumprimento do termo de ajuste de conduta (TAC) assinado pela prefa no ano passado, que exigia a diminuição do percentual de trabalhadores temporários. A dona justa entende, e o povão também, que barnabé bom é barnabé concursado, pra não ficar aquela bagunça cada vez que um partido diferente ganha as eleições. O procurador João Paulo disse que o maior número de temporários na rede pública peixeira tá na educação, onde um terço dos professores é ACT. Em segundo lugar, bem distante, está a saúde.

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